segunda-feira, 30 de abril de 2012

O PROFESSOR, O JOVEM E O ANEL

(autor desconhecido)

"Num vilarejo vivia um velho e experiente professor que, de tão sábio, era sempre consultado pelas pessoas da região para a solução de problemas.
Uma manhã, um rapaz que fora seu aluno, vai até a casa desse sábio homem para conversar, desabafar e aconselhar-se.
_ Venho aqui, professor, porque me sinto tão pouca coisa que não tenho forças para fazer nada. Dizem que não sirvo para nada, que não faço nada bem, que sou lerdo e muito idiota.
_ Como posso melhorar? O que posso fazer para que me valorizem mais?
O professor, sem olhá-lo, disse:
_ Sinto muito meu jovem, mas não posso ajudá-lo. Devo primeiro resolver o meu próprio problema. Talvez depois.
E, fazendo uma pausa, falou:
_ Se você me ajudasse, poderia resolver o meu problema com maior rapidez e depois, talvez, posso ajudá-lo.
_ Ca... Claro, professor, o jovem gaguejando, respondeu.
Mas, mesmo sentindo-se outra vez desvalorizado não hesitou em ajudar o seu antigo professor. Este tirou um anel que usava no dedo pequeno, deu ao rapaz e disse:
_ Monte no cavalo e vá até o mercado. Devo vender este anel porque tenho que pagar uma dívida.
E continuou dizendo:
_ É preciso que obtenha, pelo anel, a melhor avaliação possível, mas não aceite menos que uma moeda de ouro. Vá e volte com o anel o mais rápido possível.
O jovem pegou o anel e partiu.
Mal chegou ao mercado, começou a oferecer o anel aos mercadores. Eles olhavam com algum interesse até quando o jovem dizia o quanto pretendia pelo anel. Quando o jovem mencionava uma moeda de ouro, alguns riam, outros saiam sem ao menos olhar para ele, mas só um velhinho foi amável a ponto de explicar que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar um anel.
Tentando ajudar o jovem chegaram a oferecer uma moeda de prata e uma xícara de cobre, mas o jovem seguia as instruções de não aceitar menos que uma moeda de ouro e recusava as ofertas.
Depois de oferecer a jóia a todos que estavam no mercado e abatido pelo fracasso, montou no cavalo e voltou.
O jovem desejou ter uma moeda de ouro para que ele mesmo pudesse comprar o anel, livrando assim o seu professor das preocupações. Dessa forma, ele poderia receber a ajuda e os conselhos de que tanto precisava.
Chegando, entrou na casa e disse:
_ Professor... Sinto muito, mas é impossível conseguir o que me pediu. Talvez pudesse conseguir duas ou três moedas de prata, mas não acho que se possa enganar ninguém sobre o valor do anel.
O professor contestou sorridente.
_ Devemos saber primeiro o verdadeiro valor do anel. Volte a montar no cavalo e vá até o joalheiro.
_ Quem melhor para saber o valor exato do anel? Diga que quer vender o anel e pergunte quanto ele lhe dará por ele.
_ Mas não importa o quanto ele lhe ofereça, não venda. Volte aqui com meu anel.
O jovem foi até o joalheiro e deu-lhe o anel para avaliá-lo.
O joalheiro examinou o anel com uma lupa, pesou o mesmo e disse:
_ Diga ao seu professor que, se ele quer vender agora, não posso dar mais que cinqüenta e sete moedas de ouro pelo anel.
_ CINQUENTA E SETE MOEDAS DE OURO! Exclamou o jovem.
_ Sim, replicou o joalheiro. Eu sei que com tempo eu poderia oferecer cerca de setenta moedas, mas se a venda é urgente...
O jovem correu, emocionado, para a casa do professor para contar o que ocorreu.
_ Sente-se, disse o professor.
Depois de ouvir tudo o que o jovem lhe contou, falou:
_ Pensava que qualquer um podia descobrir o seu verdadeiro valor?
E, dizendo isso, voltou a colocar o anel no dedo e completou:
_ Todos nós somos como esta joia: valiosos e únicos. No entanto, andamos por todos os mercados da vida pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem. Você deve acreditar em si mesmo, sempre".

quinta-feira, 26 de abril de 2012

OHLABART... O TÔNICO DA SAÚDE

    Darbí José Alexandre
 No inicio de minha carreira, no magistério, sempre contava aos meus alunos esta simples, mas significativa história.
         "Era uma vez um Rei, possuidor de uma fortuna incalculável”. No entanto, sentia-se um homem muito triste, pois era muito doente. Já havia procurado todos os meios para curar-se, porém sem resultados. Por isso resolveu oferecer a metade de sua fortuna para quem conseguisse curá-lo.
         A notícia "correu" por todo o Reino até chegar aos ouvidos de um homem muito bom e que vivia muito feliz.. Resolveu então, o bondoso senhor ajudar o Rei. Encaminhou-se para o palácio e entregou ao Rei o nome do remédio que iria curá-lo - OHLABART - o tônico da saúde.
         O Rei mandou que os seus súditos fossem à procura do remédio por todas as regiões do seu Reino. E em nenhuma delas ele foi encontrado. Triste, o Rei mandou buscar o bondoso senhor para que pudesse explicar-lhe onde poderia encontrar  o tônico para a sua saúde.
Logo que chegou, ele foi levado à presença do Rei que caminhava desanimado, pelos corredores do palácio.
          - Senhor, disse o Rei, procurei, por todo o meu Reino e não consegui encontrar o tônico para a minha saúde. O que poderei fazer para tê-lo?
          E o bondoso senhor respondeu: "É muito simples Majestade. Leia o nome do remédio de trás para a frente e, facilmente poderá encontrá-lo. E o Rei leu admirado: TRABALHO!!!
          A partir desse dia o Rei passou a trabalhar. E, a cada dia que passava a sua saúde melhorava e ele sentia-se mais disposto para trabalhar ainda mais.
        “Com o trabalho o Rei sarou e viveu muito feliz.".
         Assim podemos dizer que é através do trabalho que o homem deve buscar o seu sustento e contribuir para o progresso e a elevação moral e cultural da sociedade. O trabalho é uma das características que distinguem o homem das outras criaturas. Somente o ser humano tem capacidade para o trabalho e o realiza preenchendo a sua existência na Terra.
          O trabalho é um bem do homem porque, mediante o trabalho, transforma a natureza e realiza-se a si mesmo.
          O TRABALHO É A ESSÊNCIA DA REALIZAÇÃO HUMANA E O SEU SEGREDO ESTÁ NA ALMA DE QUEM O REALIZA.

sábado, 21 de abril de 2012

EDUCAÇÃO... PODEMOS FAZER A DIFERENÇA

 (autor desconhecido)


  "A professora Tereza conta que no primeiro dia de aula parou em frente aos seus alunos da 5ª série primária e, como todos os demais professores, lhes disse que gostava de todos por igual.
No entanto, ela sabia que isto era quase impossível, já que na primeira fila estava sentado o garoto chamado Ricardo que não se relacionava bem com os colegas e muitas vezes as suas roupas apresentavam-se sujas e cheiravam mal. Houve até momentos em que ela sentia algum prazer em lhe dar notas vermelhas ao corrigir as suas provas e trabalhos.
Ao iniciar o ano letivo era solicitado a cada professor que lesse, com atenção, a ficha escolar dos alunos para tomar conhecimento das anotações.
Ela deixou a ficha de Ricardo por último, mas quando leu foi grande a sua surpresa...
Ficha do primeiro ano:
“Ricardo é um menino brilhante e simpático. Seus trabalhos estão sempre em ordem e muito nítidos. Tem bons modos e é muito agradável estar perto dele”.
Ficha do segundo ano:
“Ricardo é um aluno excelente e muito querido por seus colegas, mas tem estado preocupado com sua mãe que está com uma grave doença e desenganada pelos médicos. A vida em seu lar deve estar muito difícil”.
Ficha do terceiro ano:
“A morte de sua mãe foi um duro golpe para Ricardo”. “Ele procura fazer o melhor, mas o seu pai não tem nenhum interesse e logo sua vida será prejudicada se ninguém tomar providências para ajudá-lo”.
Ficha do quarto ano:
“Ricardo anda muito distraído e não mostra interesse algum pelos estudos”. “Tem poucos amigos e muitas vezes, dorme na sala de aula”.
Tereza se deu conta do problema e ficou terrivelmente envergonhada. E ficou pior quando se lembrou dos lindos presentes de aniversário que recebera dos alunos com papéis coloridos, exceto o de Ricardo que estava embrulhado num papel de supermercado.
Lembrou que abriu o pacote com desdém enquanto os outros garotos riam ao ver que era uma pulseira faltando algumas pedras e um vidro de perfume pela metade. Apesar das piadas ela disse que o presente era precioso; pôs a pulseira no braço e um pouco de perfume sobre a mão.
Lembrou que, naquela ocasião, Ricardo ficou um pouco mais de tempo na sala do que o de costume e lhe disse:
_ A senhora está cheirosa como a minha mãe.
E, nesse dia, depois que todos se foram, a professora chorou por longo tempo. Em seguida, decidiu mudar a sua maneira de ensinar e passou a dar mais atenção a seus alunos, especialmente Ricardo.
Com o passar do tempo ela percebeu que o garoto só melhorava. E, quanto mais lhe dava carinho e atenção, mais ele se animava.
Ao finalizar o ano letivo, Ricardo saiu como o melhor aluno da classe.
Seis anos depois recebeu uma carta de Ricardo contando que havia concluído o ensino médio e que ela continuava sendo a melhor professora que tivera.
As noticias de Ricardo continuaram chegando pelos anos seguintes até que um dia recebeu uma carta assinada pelo Dr. Ricardo Stoddard, seu antigo aluno, mais conhecido como Ricardo.
Mas a história não terminou aqui...
Tempos depois, recebeu o convite de casamento e a notificação do falecimento do pai de Ricardo.
Ela aceitou o convite e, no dia do casamento estava usando a pulseira e o perfume que ganhara, anos antes, de Ricardo.
Quando os dois se encontraram, abraçaram-se por longo tempo e Ricardo lhe disse ao ouvido:
_ Obrigado por acreditar em mim e me fazer sentir importante, demonstrando-me que posso fazer a diferença.
E, com os olhos banhados em lágrimas sussurrou:
_ Engano seu! Depois que o conheci aprendi a lecionar e a ouvir os apelos silenciosos que ecoam da alma de cada aluno. Mais do que avaliar provas e dar notas, o importante é ensinar com amor mostrando que é sempre possível fazer a diferença.
Afinal, o que realmente faz a diferença?
É o fazer acontecer, a solidariedade, a compreensão, a ajuda mútua e o amor entre as pessoas... O resto vem por acréscimo".



Momento de reflexão


Darbí José






É este o segredo do evangelho: Tudo depende da pedagogia do amor.


Relembremos os ensinamentos de São Paulo apóstolo:


“Ainda que eu falasse línguas, a dos homens e dos anjos, se eu não tivesse o amor, seria como sino ruidoso ou como címbalo estridente”.


“Ainda que eu tivesse o dom da profecia, o conhecimento de todos os mistérios e de toda a ciência, ainda que eu tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tivesse o amor eu não seria nada”.


“Ainda que eu distribuísse todos os meus bens aos famintos, ainda que eu entregasse o meu corpo às chamas, se não tivesse o amor nada disso me adiantaria”.


“O amor é paciente, prestativo, não é invejoso, não se enche de orgulho; nada faz de inconveniente, não procura o seu próprio interesse, não se irrita, não guarda rancor, não se alegra com a injustiça, mas se regozija com a verdade... O amor jamais passará”.

“Ensina a criança o caminho que deve andar e, ainda, quando for velho, não se desviará dele”.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

PARADIGMAS

Darbí José Alexandre
                                               (do livro: A Arte de Ensinar e Aprender)
Após o lançamento do meu livro: Educar... Um ato de amor, tinha como objetivo percorrer escolas para, em conjunto com outros educadores, trocar ideias sobre uma nova visão para a escola do século XXI.
            No entanto, poucas foram aquelas que tiveram coragem de abrir as suas portas para um diálogo franco.
            É muito fácil dizer não às ideias novas. Afinal, ideias novas provocam mudanças. É sempre muito mais fácil fazermos como sempre fizemos.
            Ideias novas são repelidas no mundo inteiro. São derrubadas por pessoas que acreditam que o futuro é uma simples continuação do passado.
            As pessoas sempre têm resistido às mudanças. O que será que nos impede de ver, aceitar e compreender ideias novas?
O que nos impede de aceitar ideias novas tem a ver com a questão dos paradigmas.
Paradigma significa: padrão ou modelo. São conjuntos de regras e regulamentos que fazem duas coisas: estabelecem limites e, como ter sucesso dentro desses limites.
Os paradigmas agem como filtros que retém dados que vem à nossa mente. Os paradigmas filtram as experiências que chegam.
Constantemente selecionamos do mundo somente o que nos interessa e procuramos ignorar o resto.
O que pode ser perfeitamente óbvio para uma pessoa com um determinado paradigma pode ser totalmente inaceitável para outra com um paradigma diferente.
O efeito paradigma pode nos cegar para novas oportunidades.
Como lidamos com paradigmas o tempo todo, nossas regras e regulamentos nos impedem de evoluirmos para o futuro.
Muitas vezes erramos nas nossas decisões porque os nossos paradigmas nos impedem de ver as mudanças que estão ocorrendo. Os paradigmas influenciam no modo como todos nós vemos e entendemos o mundo.
Muitas vezes, por causa dos nossos paradigmas, não conseguimos ver as coisas certas. Isso acontece porque distorcemos os fatos para ajustarmos os nossos paradigmas a eles.
Quando um paradigma muda, todo mundo volta à zero em relação a ele. O seu sucesso passado não garante nada. E é isto que dificulta a mudança de paradigma.
Vejamos este exemplo: a nação que dominava o mundo da relojoaria em 1968 era a Suíça. Detinha 65% do mercado mundial. Dez anos depois a fatia de mercado havia caído para menos de 10%.
Nos anos seguintes, os empresários suíços tiveram que demitir cinquenta e cinco mil dos sessenta e cinco mil relojoeiros.
Hoje, a nação que domina a relojoaria do mundo é o Japão.
Em 1968 eles não tinham, virtualmente, nenhum mercado.
Como puderam os suíços, que dominavam o mercado de relógios durante o século XX inteiro, ser tão rapidamente derrotados?
A resposta é muito simples. Eles voltaram à zero com a mudança de paradigma. O relógio mecânico foi substituído pelo relógio a quartzo.
Seu passado não garante nada no futuro se houver a mudança de paradigma.
Os paradigmas afetam, dramaticamente, os nossos discernimentos e nossas tomadas de decisões influenciando as nossas percepções.
Estou certo de que, se quisermos tomar boas decisões para o futuro precisamos ser capazes de identificar os nossos paradigmas e estar prontos para ir além deles.
Observações básicas:
1- paradigmas são comuns. Nós os temos em todos os aspectos da vida, sejam eles: pessoal, espiritual ou social.
2- paradigmas são úteis. Eles nos mostram o que é importante e o que não é. Concentram a nossa atenção e isso é bom.
3- às vezes o seu paradigma pode se tornar “o paradigma”. O único modo de fazer uma coisa.
Quando você depara com uma ideia alternativa, você a rejeita de imediato. Mas isso pode levar a uma disfunção que é conhecida como paralisia de paradigma.
Essa é uma doença fatal de certeza e é fácil de contrair e há muitas instituições que já foram destruídas por ela. Como o caso da indústria Suíça de relógios, em 1968.
Em qualquer empresa, aqueles que dizem que não dá para fazer devem sair do caminho daqueles que estão fazendo.
Normalmente as pessoas que criam novos paradigmas costumam ser “gente de fora” da comunidade do paradigma. Mas podem ser jovens ou idosos. Mas fica claro que elas não estão amarradas ao velho paradigma.
Se você quiser encontrar novos paradigmas deverá olhar além do centro para as bordas porque quase sempre as novas regras são escritas nos limites.
A pessoa que abraça o novo paradigma logo no início, muitas vezes, precisa fazer desafiando as provas oferecidas. Ele precisa ter fé que o novo paradigma terá sucesso apesar dos muitos problemas que vai enfrentar. Uma decisão desse tipo só pode ser tomada com fé, acreditando.
Os sinais do verdadeiro pioneiro do paradigma são: a grande coragem e a confiança nas suas ideias.
Os seres humanos são geneticamente programados, com uma só maneira de ver o mundo. Você pode decidir jogar fora um velho paradigma e adotar um novo. Decidir ver um mundo diferente. Estou otimista quanto ao futuro.
O que hoje é impossível fazer na sua empresa, na sua escola, mas se pudesse ser feito mudaria radicalmente o que fazem? Pensem bem. Façam esta pergunta regularmente. A resposta a essa pergunta os levarão aos limites dos seus paradigmas. Nesses limites poderão ver os próximos paradigmas chegando.
O que é impossível hoje pode ser o padrão amanhã. O seu desafio é fazer com que isso aconteça e estar pronto para ser o próximo.
Nos próximos anos muitas coisas serão oferecidas para nós. Se tivermos flexibilidade de paradigmas, o que ouviremos serão oportunidades. Se tivermos paralisia de paradigmas, o que ouviremos se parecerá mais com ameaças.
A escolha será nossa. Estamos falando da antecipação do futuro.
Às vezes as pessoas ficam assustadas com o futuro e perguntam como vamos enfrentar todas essas mudanças?
As respostas a essas perguntas poderão ser encontradas olhando para os nossos tataravós. Eles lidaram com mudanças tão profundas como as que estamos atravessando.
Logo, embora às vezes o futuro se pareça grande demais, muito assustador, nós como seres humanos demonstramos, repetidamente, habilidades para lidar com essas mudanças de paradigmas. Sempre haverá outra solução para os problemas. Sempre haverá outra porta para atravessar e chegar ao futuro.
E é com base nestas informações que nos propomos a sugerir a mudança de paradigma para a escola deste novo século.
         A Escola deste novo século deverá ser a escola da solidariedade e da formação humana. A escola onde alunos e professores, de mãos dadas, caminharão rumo ao conhecimento, à construção de uma formação humana sólida, na qual a tônica dominante será o respeito às habilidades e características individuais em uma convivência coletiva.
            Aprendendo a aprender uns com os outros poderemos construir um mundo melhor.
            Neste novo século a escola precisará enxergar o aluno de maneira diferente. Precisará conhecê-lo para estender-lhe a mão. Precisará também aceitar os novos desafios e participar, junto com eles, das novas e grandes descobertas.
            A Escola deste novo século terá como missão possibilitar ao aluno descobrir-se sujeito da própria ação, assumindo assim a sua identidade que estará longe de ser egocêntrica. Deverá, antes de tudo, conduzir o aluno a perceber-se no outro e, assim, conviver num ambiente de respeito e solidariedade.
            O papel da escola será muito mais difícil, pois não priorizará, estática e mecanicamente, a reprodução de conteúdos enciclopedistas, verdades absolutas, inquestionáveis e sim, o de conduzir o aluno a perceber-se um verdadeiro autor, verdadeiro cientista. Aquele que procura, que questiona, que investiga, que pesquisa, que compara, que reflete, que age, que se reconhece como ser pensante e atuante.
            Essa nova escola que propomos deverá ser a escola do resgate do valor humano, da solidariedade e da construção de um mundo melhor, no qual o conhecimento será o parceiro do homem.