Darbí José Alexandre
Muitos educadores expressam a opinião de que as expectativas do professor, em relação ao trabalho do aluno, atuam como previsão do seu desempenho.
Muitos educadores expressam a opinião de que as expectativas do professor, em relação ao trabalho do aluno, atuam como previsão do seu desempenho.
O professor consegue mais porque espera mais (efeito pigmaleão ou teoria da expectativa).
Nos primeiros dias de aulas, observando os seus alunos, o professor, numa das mais perigosas práticas educacionais, prevê quais os alunos que se sairão bem e aqueles que não vão obter um bom aproveitamento.
No momento em que o professor, olhando a sua “bola de cristal”, define quem se sairá bem ou não, está marcando de forma quase irreversível o desempenho dos seus alunos. Como diz Laís Tapajós em seu texto: como se escreve (por linhas tortas) o fracasso escolar de uma criança, ao contrário do palpite que pode ou não dar certo, a profecia tem como característica principal o fato de, na imensa maioria dos casos, ela se realizar. Pior: ela se realizará sem que a criança tenha qualquer possibilidade de mudar o prognóstico do professor. Por uma simples e terrível razão: o professor quer que ela se realize.
A partir desse desejo ele pautará seu relacionamento com os alunos de maneira que o seu julgamento inicial se concretize no final do ano. Para aqueles que ele previu um destino de fracasso, fracassarão. Aos que ele profetizou sucesso, serão bem sucedidos. Tem que dar certo e dá.
O que o professor não percebe é que a profecia se realizou única e exclusivamente porque ele conduziu, desde o começo, aos resultados. Ele produziu a profecia. E como os resultados foram exatamente os previstos, ele continuará, ano após ano, confiando no seu “sexto sentido”.
Para esclarecer esta questão várias experiências foram realizadas e demonstraram que na investigação da conduta a hipótese do experimentador pode servir como previsão do desempenho. Entre elas temos: A experiência da escola do OAK. (no livro: Educar... Um ato de amor).
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