sábado, 24 de março de 2012

EDUCAR...UM ATO DE AMOR

Estou divulgando Educar...Um ato de amor. Meu primeiro livro dedicado às pessoas que tem o dom de educar.

terça-feira, 20 de março de 2012

METODOLOGIA DE ESTUDO

Darbí José Alexandre
         Gostaria de saber: qual aluno se matricula na escola para ser reprovado no fim de todas as atividades de um ano letivo? Qual aluno se sente feliz não conseguindo realizar os seus objetivos?  Por que alguns alunos não vão bem? Evidentemente, muitas são as causas, porém a principal é que não sabem estudar corretamente.
         Ele deve ter consciência de que tem que estudar para aprender e não para tirar uma boa nota para ser aprovado. Deve saber que aprendendo moldará melhor a sua personalidade.
         O professor deve mostrar-lhes que o alicerce de um bom profissional e de um homem consciente deve ser construído com um trabalho diário, paciente e contínuo e, que o sucesso depende, em grande parte, da dedicação aos estudos. Sabemos que estudar não é fácil assim, a escola deve ser um lugar agradável aonde os alunos se sintam bem e com vontade de estudar.
Como estudar corretamente
         Para facilitar a concentração do aluno, oriente-o para procurar um lugar calmo, livre de interferências e com boa iluminação. Que tenha sempre à mão e em ordem seu material de estudo e que afaste tudo aquilo que possa desviar a sua atenção do trabalho que vai realizar. Portanto, a escolha do local de estudo é muito importante.
         Oriente-o para preparar-se psicológica e espiritualmente para esse trabalho e concentrando-se na tarefa escolhida. Mostre-lhe que a disposição física e psicológica é fundamental para um bom rendimento escolar. São necessárias atitudes corretas para um bom rendimento no estudo.
         Ensine-o a estabelecer o seu horário semanal de estudo em função do seu horário escolar. Deve distribuir o tempo para todas as disciplinas e também para o lazer, não deixando para estudar somente antes das avaliações. Logo, o estabelecimento do horário de estudo – conjugado ao seu tempo disponível – permite a criação do hábito de estudar.
         As disciplinas apresentam características específicas que exigem capacidades diferentes. Nenhuma dispensa a cooperação ativa do aluno. Dessa maneira, durante o estudo, oriente-o a: sentar-se corretamente, colaborar com a boa disciplina, confiar em suas atitudes, participar atentamente da aula, utilizar cadernos próprios e organizados e, sanar todas as dúvidas. A postura correta em sala de aula permite ao aluno o máximo aproveitamento do trabalho apresentado pelo professor.
         É evidente que a aula deve ser bem preparada, com o uso de métodos e técnicas didáticas bem variadas para que não se torne cansativa.
         É de fundamental importância a complementação dos estudos em casa. Para tanto, o professor deve orientá-lo a: rever os estudos do dia, realizar as tarefas indicadas e, preparar-se para as lições do dia seguinte.
         Quando ele for realizar um trabalho de pesquisa, oriente-o para: fazer o esquema de todo o trabalho, selecionar as diversas fontes de pesquisa, analisar as fontes selecionadas e definir aquela que servirá de base. Finalmente, ele desenvolve o tema redigindo o trabalho por partes e, com o espírito crítico, procura estabelecer relações entre os dados encontrados e tirar, sempre que possível, suas próprias conclusões.
         É importante orientá-lo a fazer um intervalo para descanso quando perceber que o seu rendimento estiver caindo.
         Na preparação para as avaliações, todo aluno deve conhecer os objetivos comportamentais que cada professor deseja que ele atinja ao final do desenvolvimento de cada unidade do programa. Portanto, os professores devem basear os itens das avaliações propostas na verificação para atingir esses objetivos.
         De posse dos conhecimentos dos objetivos de cada unidade de estudo, o aluno deverá:
.estudar toda matéria sempre consciente daquilo que o professor espera dele;
.jamais ocupar o seu tempo preparando “colas”. Lembre-o de que o enganado é sempre ele;
.preparar-se bem para sentir-se confiante no momento da avaliação;
.lembrar-se de que a preparação para a avaliação deve ser contínua, desde o inicio do desenvolvimento da unidade de estudo;
.recordar-se de que está sendo cobrado por um trabalho seu, desenvolvido com a colaboração do professor.
         Muitos alunos não apresentam um bom rendimento, não por incapacidade, mas simplesmente por estarem estudando de forma inadequada. Em síntese, para reter melhor as informações ele deve:
.ler (em voz alta ou silenciosamente) toda unidade a ser estudada;
.reler todo o assunto lido, anotando as dúvidas;
.fazer uma nova leitura procurando sanar as dúvidas;
.preparar um esquema dos aspectos essenciais do assunto;
.resolver os exercícios relativos ao assunto e,
.preparar um resumo do assunto estudado.
         O aluno que for orientado a estudar de acordo com este método perceberá, em pouco tempo, o quanto melhorou.
                                    ( DO LIVRO: EDUCAR... UM ATO DE AMOR)

segunda-feira, 19 de março de 2012

A IMPORTÂNCIA DO SABER OUVIR

                                               Darbí José Alexandre
         Muitos dos nossos problemas são criados e não solucionados porque não sabemos ouvir. Na vida a maior dificuldade das pessoas é saber ouvir. Na escola essa afirmação não é diferente.
         Geralmente ninguém se preocupa em ouvir. Ouvir não é fácil. Requer: atenção, disposição, atitude... Para a pessoa que deseja aprender há momentos para ouvir e momentos para falar. É necessário respeitar esses momentos.
         Ouvir é mais produtivo do que falar. A pessoa que sabe ouvir é mais simpática, conquista o interlocutor e, acima de tudo, acrescenta ao seu patrimônio cultural a informação que o seu interlocutor exterioriza.
         Um dos problemas que impede que a pessoa seja um bom ouvinte é que falamos, em geral, 125 palavras por minuto, mas pensamos quatro vezes mais depressa.
         Ouvir é bem mais complexo do que escutar. Enquanto escutar pode ser descrito como um processo neurofisiológico, ouvir implica um processo intelectual e emocional. É a síntese de muitas atividades incluindo o escutar.
         A natureza deu a cada pessoa dois ouvindo e uma língua procurando ensiná-la que se deve ouvir mais e falar menos. Falar é importante para quem fala. À medida que se fala exteriorizamos conhecimentos acumulados. Ninguém consegue falar sobre aquilo que não conhece. Ao falar não acrescentamos praticamente nada ao nosso patrimônio cultural.
         Vivemos imersos em cogitações pessoais. Tudo quanto pensamos é em termos de “nós” numa demonstração de egoísmo, enquanto ouvir é renunciar. É uma demonstração de altruísmo em tudo quanto essa palavra significa de amor e atenção ao próximo.
         Ouvir é bem mais do que um simples processo: é uma atitude voluntária e consciente. A pessoa ouve quando quer ouvir e não ouve quando não quer. Funciona, no aparelho auditivo, um seletor. Podemos à vontade desligar o receptor embora continuemos dando a impressão de ouvir graças ao funcionamento preciso do seletor, sempre capaz de expressões faciais coincidentes com as palavras que não ouvimos. O preconceito é um dos pilotos automáticos desse estranho aparelho.
Ouvimos melhor sempre que precisamos compreender assunto de interesse, sempre que a nossa curiosidade for despertada ou se alguém se referir a qualquer assunto que nos afete pessoalmente.
         É um fato o nosso apego às pessoas que nos ouvem, tanto mais profundo quanto mais carinhosamente somos ouvidos. Para quem contamos os nossos segredos? O primeiro dos mandamentos do ouvinte atento é: parar de falar, pois quem fala não ouve.
         Muitos professores iniciam seus trabalhos sem muitos contatos com seus alunos. No primeiro dia de aula, fazem a chamada e “descarregam” a matéria para manter os seus alunos ocupados e, consequentemente, não terem problemas disciplinares.
          O professor que quiser manter um bom relacionamento com seus alunos deve, nos primeiros contatos, conhecê-los por meio de apresentações pessoais, ouvindo-os atentamente. Deve orientá-los sobre a importância do saber ouvir mostrando-lhes a grande vantagem do bom ouvinte.
         Com certeza, o professor que se preocupa em alicerçar seus ensinamentos em regras mais seguras obterá melhores resultados com seus alunos. Eles sentem que esse professor é amigo e lhe dedicarão maior atenção.
         Usando melhor nossa capacidade de ouvir muitos problemas de sala de aula e de nosso relacionamento social não terão razão de existir.

                                       ( DO LIVRO: EDUCAR.... UM ATO DE AMOR)

segunda-feira, 5 de março de 2012

POLÍTICA... ÚNICA VIA DE AÇÃO POSSÍVEL




                                        Prof. Darbí José Alexandre

Observando os dados estatísticos que são publicados, quase que diariamente, pelos institutos de pesquisas ficamos preocupados com o número de eleitores que deverão votar em branco ou anular seu voto.
Como é possível que tantas pessoas, não estejam preocupadas com os destinos da nossa cidade, do nosso estado e do nosso país?
O mundo está repleto de resignados de conformados, de fatalistas. Resignação, conformismo e fatalismo são doenças que atacam os corações e os convence a não mais lutar, a não mais colaborar, a não mais esperar, mas a se recolherem em “tocas” aguardando o desfecho da história e o fim do mundo, porque, dizem eles, a injustiça é tão grande e o poder do mal tão ofensivo que de nada vale se incomodar e reagir.
E, hoje, a epidemia do conformismo e da resignação está pairando sobre nós. Pensamos ser improvável consertar a situação.
É que o resignado não passa de alguém totalmente desprovido de fé. Pensa que ela é arma insignificante demais para desestabilizar o mal.
Assim, podemos concluir que o verdadeiro inimigo da sociedade não é o violento, o terrorista, e sim ele, o resignado.
Será que esses nossos irmãos sabem o que é política e qual a sua importância para nós?
Política é a ciência do governo dos povos, é a arte de dirigir as relações entre os estados. Assim sendo, não podemos entender a política como uma coisa cheia de discursos, promessas de eleições e muita sujeira.
Todos nós precisamos saber que é pela política que um povo pode alcançar a riqueza ou permanecer na pobreza, melhorar a educação ou ter a falta dela enfim, ser feliz ou infeliz.
É evidente que temos a liberdade de nos preocuparmos ou não com a política e os nossos políticos, mas será que temos a consciência das conseqüências que essa passividade pode ocasionar?
Muitos afirmam que os políticos são pessoas de mau caráter, mentirosas e enganadoras. Pessoas deste tipo não são políticos e sim politiqueiros isto é, empregam processos menos corretos de fazer política. O que fazem na verdade é politicagem que é a política mesquinha e de interesses pessoais. É a súcia dos políticos desavergonhados.
O verdadeiro político é aquele que trabalha para a comunidade, que se preocupa com os negócios públicos acima dos seus interesses pessoais. Pensando bem, podemos afirmar que muitos dos grandes homens que admiramos foram políticos ou são admiráveis, justamente, pelas conseqüências políticas dos seus atos.
Os grandes homens sempre têm uma atividade política estejam eles pensando nisso ou não.
Como podemos nos transformar em “caramujos” vivendo, resignados, enclausurados sem nos preocuparmos com a nossa sociedade?
Quando acreditamos que a política está entregue a politiqueiros, grande parte da culpa cabe a nós, “pessoas boas”, que não queremos nos envolver com a política.
Poucas coisas são mais nobres do que a dedicação à coletividade, principalmente quando essa dedicação não tem interesses pessoais ou mesquinhos, mas ideais que têm como objetivo o bem estar público.
Quando muitos acham que os políticos são, em sua maioria, incompetentes e pouco dignos de confiança devemos verificar se essa opinião não se estende aos outros setores da sociedade como, por exemplo: banqueiros, médicos, professores, advogados, comerciantes, metalúrgicos, policiais e outros, pois aquilo que costumamos chamar de “classe política” nada mais é do que um grupo de pessoas surgidas da nossa própria sociedade.
É nesta época de eleições que podemos analisar os candidatos e separar os políticos, dos politiqueiros.
A classe política não é formada por gente muito diferente de nós. Por isso, quando consideramos os políticos ruins, por conseqüência consideramos todos nós, coletivamente ruins. E se não fazemos nada quanto a isso estamos sendo politiqueiros isto é, contribuindo para que uma situação política indesejável continue como está.
Por outro lado se fizermos alguma coisa para melhorar a situação estaremos sendo políticos, pois a política é a única via de ação possível.
Pensem bem: não votem em branco, não anulem o voto. Analisem os candidatos e escolham os melhores.

 ( DO LIVRO: A ARTE DE ENSINAR E APRENDER)