sábado, 28 de julho de 2012

O QUADRO DE GIZ

Dentre os acessórios audiovisuais, o quadro de giz é aquele que encontramos em todo centro de ensino porque é fácil de fazer e conservar   e, auxiliar outros recursos audiovisuais. Por dispensar o uso da energia elétrica ele é um dos recursos mais importantes nos mais modestos núcleos de ensino que encontramos no nosso país.
         Uma aula apresentada com o quadro de giz combina muito bem: símbolos visuais, verbais e motores que ajudam na fixação dos conceitos.
          A utilização do quadro de giz requer um planejamento da apresentação do tema da aula.
         Sabendo do assunto que será tratado na aula ou reunião o professor deve indagar a si próprio:
-         Que devo escrever no quadro de giz?
-         Escreverei antes da chegada dos alunos?
-         Deverei preparar com antecedência os desenhos mais complicados?
-         Que palavras-chave fixarão os conceitos?
-         Deverei complementar o quadro com outros auxílios audiovisuais?
-         Será necessário distribuir apostilas para que os alunos não percam tempo copiando?
-         Deverei deixar o assunto escrito durante a aula toda?
-         Devo destacar algumas palavras?

Quando o planejamento da utilização do quadro de giz é bem feito podemos afirmar que ele:
-         Serve para apresentar qualquer matéria,
-         Desperta o interesse,
-         Permite a participação dos alunos,
-         Permite a correção no momento do erro,
-         Ilustra idéias abstratas,
-         Ajusta o tempo de apresentação do tema ao tempo de compreensão do aluno,
-         Facilita tomar anotações.

O professor deve colocar o assunto planejado para o quadro escrevendo por breves espaços de tempo. Jamais o professor deve passar a aula toda escrevendo na lousa ou “mandar” que algum aluno o faça por ele.
Se o assunto é complexo e longo é melhor preparar uma apostila.
Comece a escrever no quadro de giz sempre de cima para baixo e da esquerda para a direita. É quase impossível para o aluno acompanhar as anotações feitas aleatoriamente no quadro de giz, pelo professor. Para os alunos menores o problema é ainda maior.
Controle os seus movimentos e escreva nos momentos precisos.
O tamanho das letras e dos desenhos deve estar adequado ao tamanho da sala. Os desenhos podem ilustrar uma idéia, um tema em ação, fazer comparações, símbolos, organogramas, etc.
Durante as explicações o professor deve usar o ponteiro (existem os mais variados modelos) e colocar-se ao lado do quadro para não dificultar a visualização pelos alunos.
Escreva sempre com letra legível (de preferência pedagógica) e com desenhos simples.
A utilização do quadro de giz deve ser dinâmica e seguir o que foi planejado.
Normalmente encontramos alunos inibidos que não gostam de se apresentar frente ao quadro de giz. Portanto, é de fundamental importância que os alunos sejam estimulados a participar na utilização do quadro de giz.
Para manter a legibilidade de sua apresentação, escreva em linhas retas deixando margens amplas e espaços livres destacando os pontos-chave com cores, círculos e setas.
Ao terminar a sua aula apague o quadro passando o apagador, de forma lenta, de cima para baixo para que o pó de giz caia na canaleta e não se espalhe por todo o ambiente.
Os desenhos utilizados no quadro de giz podem ser feitos de forma simplificada utilizando, por exemplo, circulo para a cabeça, retas para os membros e ângulos para os movimentos.
Os desenhos de forma elaborada devem ser apresentados por meio de outros recursos audiovisuais como, por exemplo, o retroprojetor. O professor não deve gastar o seu precioso tempo com desenhos elaborados no quadro de giz.
Um bom quadro de giz deve ser feito de material rígido (madeira, pedra ou plástico). Deve ser negro, verde, branco ou outras cores indicadas. Sua pintura deve ser especial: opaca ou porosa e lavável.
Atualmente, os quadros de giz podem ser instalados de maneira fixa na parede ou então serem reversíveis ou portáteis.
Na sua instalação deve sempre ser observado: a forma da sala, a posição das cadeiras e a iluminação para que não haja pontos de reflexos que dificultem a visão dos alunos.
Acessórios que podem ser utilizados no quadro de giz:
-         Giz de boa qualidade em todas as cores,
-         Os vários tipos de indicadores,
-         Régua, esquadro, compasso,
-         Figuras geométricas,
-         Cortinas,
-         Fitas adesivas e outros.

                         DO MEU LIVRO: A ARTE DE ENSINAR E APRENDER

terça-feira, 24 de julho de 2012

ENSINAR E APRENDER

A aprendizagem mais efetiva ocorre quando o aluno está mais interessado e deseja aprender. Podemos tentar forçar um aluno a aprender, porém isso não se efetiva porque ele só aprende se estiver interessado e se quiser.
Aprender é uma tarefa árdua, na qual se convive o tempo inteiro com o que ainda não é conhecido. Para o sucesso da empreitada é fundamental que exista uma relação de confiança e respeito mútuo entre o professor e o aluno, de maneira que a situação escolar possa dar conta de todas as questões de ordem afetiva.
A Escola é um contexto socializador gerador de atitudes relativas ao conhecimento, ao professor, aos colegas (alunos) e à sociedade.
Ensinar e aprender atitudes requer um posicionamento claro sobre o que e como se ensina na escola.
Envolvendo o tópico como se ensina na escola temos que falar sobre os recursos audiovisuais.
A aplicação dos recursos audiovisuais, de maneira planejada e sistemática, data da 2ª guerra mundial devido à exiguidade do tempo na preparação de pessoal habilitado para os mais variados setores da indústria.
Entretanto, podemos afirmar que a utilização dos recursos audiovisuais não é coisa recente tanto que na China (antiga) já se afirmava que: uma imagem vale mais que mil palavras.
Devemos nos atentar para as técnicas de utilização dos recursos audiovisuais a fim de atingir os seus propósitos.
A utilização adequada desses recursos favorece o ensino despertando e atraindo a atenção dos alunos e auxiliando a retenção da imagem e da informação.
Não podemos, a qualquer propósito, escolher um recurso audiovisual. Para cada aula ou reunião devemos escolher, com propriedade e oportunidade, o melhor meio para auxiliar no ensino do assunto a ser tratado.
Os recursos didáticos, inclusive os audiovisuais, quando bem utilizados podem, perfeitamente, despertar esse interesse tão necessário para a sua aprendizagem.
Os recursos didáticos só terão validade se o professor fizer uso inteligente deles. Por exemplo: a mera exposição de fotografias, objetos ou cenas não é suficiente. Eles devem ser ensinados como olhar, observar e como estudar objetivamente.
Segundo C.R. Carpenter – chefe do departamento de psicologia e diretor do programa de pesquisa em instrução da Universidade Estadual da Pensylvânia a justificativa para o uso dos materiais audiovisuais deve estar fundamentada em suas características distintivas e talvez singulares e nas suas possíveis contribuições à aprendizagem.
Suas vantagens e desvantagens devem ser definidas funcionalmente em relação ao progresso da aprendizagem. Estas devem ser testadas pela experimentação.
Entre as vantagens e características supostas podemos citar as seguintes:
-         Aumentar e manter a atenção e a concentração,
-         Prover concretização, realismo e semelhança à vida,
-         Explicar e aumentar o significado dos conceitos abstratos,
-         Trazer acontecimentos remotos, tanto no tempo como no espaço, para a sala de aula,
-         Estimular o interesse, aumentar a motivação e, de um modo geral, aumentar o envolvimento pessoal dos alunos na aprendizagem.

Entre os Recursos Didáticos que podem ser utilizados pelos professores, destacamos:
-         O quadro de giz
-         O gravador
-         O retroprojetor
-         O projetor de filmes ou o videocassete
-         A televisão,
-         O computador,
-         Gravuras e Fotografias,
-         Flanelógrafo,
-         Rádio-escola,
-         Excursões,
-         Jornal escolar,
-         Campanhas e,
-         Outros
Muitos podem estar pensando que alguns recursos citados por mim já estão ultrapassados. Mas, não podemos nos esquecer de que apesar de estarmos na era da informática cada recurso que possa ser usado para o aprendizado de alguém nunca deve ser descartado.

      do meu livro: A ARTE DE ENSINAR E APRENDER

sexta-feira, 20 de julho de 2012

A APRENDIZAGEM

A aprendizagem


O conceito de aprendizagem é de caráter bem amplo, uma vez que compreende toda mudança de comportamento ou atitude, quer no sentido positivo ou negativo decorrente da convivência do indivíduo com o ambiente físico-social, quer da orientação formal que ele receba de educadores.
O primeiro caso é o da aprendizagem espontânea. Aqui, o indivíduo aprende por conta própria e, na maioria das vezes, de forma aleatória e inconsciente. Exemplo: a criança aprende a ter medo da energia elétrica desde o dia em que leva um choque.
Esta forma de aprendizagem se realiza continuamente de acordo com o princípio de que “viver é aprender”.
O outro caso é o da aprendizagem dirigida. Por meio de aulas, palestras, reuniões, entre outros métodos, os educadores preparam situações especiais de aprendizagem, tendo em vista os objetivos dos programas e as experiências dos alunos.
Toda aprendizagem, espontânea ou planejada, se origina dos sentidos. Portanto, a primeira etapa do processo de aprendizagem é puramente sensorial e se realiza através da visão, da audição, do tato, do olfato ou do paladar.
Para que isso aconteça, é necessário que alguma coisa atue sobre os sentidos, de forma a provocar conexões nervosas e, consequentemente, pensamentos e ações.
Essa coisa seria um estímulo, isto é, uma palavra ou som atuando sobre a audição; um símbolo visual atuando sobre a visão; um odor atuando sobre o olfato; um gosto característico atuando sobre o paladar; ou um certo tipo de textura de material atuando sobre o tato.
Porém, para que a aprendizagem se processe, é necessário que os estímulos sejam não apenas sentidos como também percebidos.
Ao perceber um estímulo novo, o individuo recorre instintivamente à sua memória, isto é, ao acervo de experiências prévias relacionadas com o assunto em questão. É óbvio que a sua capacidade de aprendizagem vai decorrer, em grande parte, da quantidade e da qualidade de experiências prévias que ele possua, ou seja, de sua vivência em relação ao tema.
Assim, desencadeia-se um ciclo associativo por meio do qual o indivíduo analisa aquele estímulo novo em função de suas experiências passadas, estabelecendo comparações e diferenciações entre este novo conceito ou técnica e aquele que ele tinha como certo e verdadeiro.
Como resultante do ciclo associativo, surge então a fase da conceituação. Durante esse processo, a pessoa vai formulando opinião própria e firmando conceitos à luz do estudo analítico, entre estímulos e experiências prévias. Por exemplo: a figura de um avião é um estimulo visual que pode dar margem a uma série de conceitos de acordo com experiências prévias de cada um. Uma criança pensaria em brinquedos, um adulto em aeromodelismo, um turista em excursões, etc.
Não é importante somente o que o professor ensina, mas também o que o aluno sabe e sente a respeito do assunto.
Finalmente, o fruto da aprendizagem é caracterizado pela exteriorização de um pensamento ou pela tomada de uma decisão.
Assim, podemos afirmar que: “não é o professor quem ensina o aluno, mas este é que aprende por si próprio”. Tal como o médico apresenta uma série de medicamentos para a cura dos doentes, o professor apresenta uma série de estímulos para desenvolver os conhecimentos dos alunos. Dessa forma, como cada doente vai reagir, individualmente, à ação do medicamento, cada aluno vai, individualmente, emitir pensamentos e tomar decisões em função dos estímulos que lhe forem apresentados.
O estímulo é o veículo da comunicação, ou seja, o meio da comunicação empregado.
Mediante o uso coordenado da palavra oral e escrita, de fotografias, de desenhos,de modelos, de mapas, de filmes, etc., o educador proporciona uma série de estímulos compatíveis com os objetivos da aprendizagem e com as experiências prévias dos alunos.
É oportuno lembrar que, quanto menor for o cabedal de experiências do aluno, tanto mais objetiva deve ser a natureza do estímulo.
Já é comprovado o valor dos meios de comunicação na aprendizagem. Entre os fatores mais preponderantes, podemos afirmar que facilitam a aprendizagem, uma vez que as pessoas aprendem mais e com maior rapidez. Além disso, as pessoas conseguem reter melhor as informações e com mais facilidade ao compreenderem o como e o porquê das coisas.
Os meios de comunicação proporcionam estímulos, que variam desde a forma mais concreta à mais abstrata de ensino, e podem atuar sobre um ou, simultaneamente, sobre vários órgãos sensoriais.
 Estamos expostos ao impacto da comunicação em massa. Tais estímulos, planejados, segundo princípios de psicologia das massas para provocar sensações e percepções, vão desenvolvendo no aluno um senso crítico com relação à própria atuação do educador. Se este não se inspirar nessas mesmas fontes para tornar o ensino mais ativo e atraente, terá à sua frente um grupo de alunos fisicamente presentes, porém, com a atenção voltada para outros estímulos externos.
Os meios de comunicação permitem contornar as limitações físicas de espaço e de tempo que tanto dificultam a compreensão de fatores históricos, geográficos, sociais, econômicos, políticos e muitos outros em maior ou menor escala, indispensáveis à formação profissional e humanística do homem moderno.
Ao desenvolver o seu cabedal de experiência, o aluno estará, concomitantemente, enriquecendo o seu vocabulário.
Assim, portanto, as formas objetivas de comunicação capacitam e estimulam o aluno a obter conhecimentos por meio de meios abstratos como a palavra escrita e oral.
Os filmes, as dramatizações, as visitas e as excursões, entre outras formas de comunicação, servem de ponto de partida para atividades do grupo como debates, grupos de trabalho e atividades de pesquisa. A utilização do flanelógrafo, do álbum seriado, do retroprojetor e do computador pelo próprio aluno serve para desenvolver a sua capacidade de auto-expressão.
De uma forma ou de outra, o emprego coordenado desses e de outros meios de comunicação levam o aluno a uma participação mais ativa no processo de aprendizagem.
Apesar de ser necessário tempo para a produção e, em alguns casos, verbas para aquisição de materiais audiovisuais, podemos afirmar que esses recursos tornam o ensino mais econômico porque:
·         Aceleram o processo de aprendizagem.
·         Permitem que o professor atinja, mais rapidamente, um maior número de pessoas.
·         O custo per capita, na maioria das vezes, é baixo.
O uso generoso de recursos instrucionais nas salas de aula tende a diminuir o número de fracassos na escola.
Alunos brilhantes parecem se sobressair na compreensão abstrata. No entanto, as mesmas idéias devem ser apresentadas de uma maneira mais objetiva aos alunos mais vagarosos.
Os recursos instrucionais (audiovisuais) são de grande auxílio por tornarem concreta a linguagem abstrata e por abrirem um novo caminho de aproximação no ensino dos alunos, que parecem ser incapazes de aprender rapidamente com imagens abstratas.

 do meu livro: A ARTE DE ENSINAR E APRENDER