sexta-feira, 24 de agosto de 2012

O ÁLBUM SERIADO



         É um auxilio audiovisual de fácil e econômica confecção. Ele é composto por uma série de páginas, devidamente acondicionadas em uma encadernação de madeira, papelão encorpado, chapa de plástico ou fibra de vidro, que desenvolvem um tema de forma progressiva.
         O álbum seriado é um ótimo recurso audiovisual porque desperta a atenção e mantém o interesse; facilita a compreensão e a memorização; é portátil e de construção simples e barata. Num país como o nosso, onde os recursos para a educação são escassos, nenhum professor pode deixar de utilizar o álbum seriado.
         Para a construção de um álbum seriado necessitamos:
-         Duas ripas de madeira (ou de plástico ou fibra de vidro) de 5 por 50 cm,
-         Dois parafusos, com borboleta, de mais ou menos 8cm de comprimento,
-         Duas tábuas ou placas de plástico ou de fibra de vidro de 50X60cm,
-         Meio metro de barbante,
-         Quatro dobradiças que podem ser substituídas por tecido grasso.
-         Observação: essas medidas podem variar conforme a necessidade.

Para a confecção do álbum seriado fazemos inicialmente dois furos em cada ripa (desenho). Com as dobradiças ou tecido grosso unimos cada uma das ripas às tábuas ou chapas, pelo lado de fora.
Juntamos em seguida os dois conjuntos com os parafusos e as borboletas. A fim de manter o suporte aberto, devemos fazer um furo na extremidade inferior de uma das tábuas e um corte na extremidade da outra. Prendemos, então, o cordão na extremidade furada. Ao abrirmos o suporte do álbum prendemos o cordão na extremidade cortada da outra chapa.
Para prender as folhas ao suporte, retiramos a parte da frente (do suporte), furamos as folhas para que possam ser atravessadas pelos parafusos, recolocamos a chapa e prendemos com as borboletas que fixarão as folhas sobpressão.
O planejamento e a execução do material que constituirá o álbum deverão ser bem feitos, para que possa despertar a atenção e manter o interesse do aluno. Além disso, o material poderá ser utilizado muitas vezes.
Para que a utilização do álbum seja coroada de êxito faça um teste com antecedência. Verifique se todos poderão ver e ouvir comodamente. Prepare-se sobre o assunto para poder falar calma e metodicamente de maneira que os participantes possam entender com facilidade.
O álbum seriado é muito útil para apresentar: aulas, palestras, conferências, etc. Dentre as suas vantagens podemos citar:
-         Possibilita a apresentação sem a perda do contato visual com os participantes,
-         Facilita a compreensão e a memorização,
-         Possibilita a recapitulação rápida do assunto e
-         Conserva o material por mais tempo.

Para que se possa obter o máximo rendimento com o álbum seriado, coloque-o para que todos possam vê-lo sem dificuldade e sempre utilize um ponteiro para ressaltar os itens mais importantes de cada página.
No final da apresentação faça perguntas para verificar o aproveitamento do trabalho.
A técnica auxilia muito o planejamento de cada folha. Assim, temos que levar em conta o letreiro e a ilustração.
A elaboração do letreiro para o álbum seriado, que também pode ser utilizado para cartazes, flanelógrafo, imantógrafo e mural é uma técnica de desenho e não um mero trabalho de caligrafia como pretendem alguns. É uma técnica simples que pode ser executada, a contento, por qualquer pessoa dotada de boa vontade.
Há muitos estilos de letras que podem ser utilizados, conforme os efeitos a serem obtidos, sejam estes de natureza psicológica ou puramente estéticos.
Com auxilio de programas de computadores podemos obter os estilos de letras que desejamos para cada folha ou cartaz que estamos executando.
A composição do letreiro e das ilustrações depende, em grande parte, do bom gosto do profissional que o executa. Nela, devemos levar em conta o espaçamento entre as letras, entre palavras e entre linhas, além do equilíbrio (layout) para não perder a unidade do trabalho.
O tamanho das letras deve ser bem visualizado pelos alunos. Ele deve seguir uma pequena regra, ou seja: a uma distância de 20 metros a altura da letra deve ser de 5 cm; a 10 metros de 2,5 cm e a 5 metros de 1 cm de altura.
O estilo de letra que deverá ser usado depende do tipo de ouvintes que teremos para a aula ou reunião. Assim, você deve definir, com auxilio de modelos (jornais, revistas, computador), o estilo de letras mais adequado para o objetivo do seu trabalho.
Para uma melhor visualização do trabalho devemos levar em conta a inclusão de cores. As cores escuras em fundos mais claros são as mais facilmente lidas.
Não podemos deixar de levar em conta a direção das palavras ou frases que podem ser: horizontal, vertical e inclinada (ascendente ou descendente). Para frases curtas podemos escrever em ondas.
Damos ênfase àquilo que queremos transmitir através de estilo, tamanho e cores diferentes.
É muito importante a distribuição do texto em cada folha do álbum ou do cartaz. Assim para uma melhor visualização devemos deixar áreas em branco para descanso visual. Isto quer dizer que não devemos preencher completamente a folha, com o texto que queremos transmitir.
Nota: a chave para o sucesso de um letreiro está na uniformidade do tamanho das letras levando em consideração a altura, a largura, o “peso” e o espaço entre letras, palavras, sentenças e linhas.
A colocação de cores no trabalho que está sendo executado é elemento de grande importância, pois além de destacar os objetivos serve para atrair a atenção e despertar o interesse.
Numa classificação bem elementar podemos dizer que as cores assim se apresentam:
1-                     Primárias ou fundamentais – são aquelas que não podem ser conseguidas por combinações de outras, mas que dão origem às demais. As básicas são: vermelho, azul e amarelo.
2-                     As secundárias – surgem da combinação de duas cores primárias. Ex. vermelho mais azul resulta o violeta.
3-                     As terciárias – surgem da combinação de uma cor secundária com uma cor primária adjacente. Ex. violeta mais azul resulta o azul violeta.

CIRCULO DAS CORES

Amarelo


Amarelo-laranja            amarelo-verde


Laranja                                                        verde


Vermelho-laranja                                                                   azul-verde


Vermelho                                                        azul


Vermelho-violeta                  azul-violeta


Violeta

Nota: Neste esquema não foram colocadas as cores branca e preta porque o branco é considerado a fusão de todas as cores (luz) e o preto a ausência de luz. Da mistura destas duas cores podemos conseguir o cinza, na sua mais variada graduação, dependendo da proporção de preto e branco nele contida.

Devemos ter muito cuidado com o abuso de cores, porque o excesso prejudica a mensagem. Podemos obter um bom resultado usando, no máximo, três cores sem contar com a cor do papel de fundo.
Algumas combinações proporcionam melhor visibilidade. Dentre elas podemos destacar:
-         Preto sobre branco
-         Preto sobre amarelo
-         Preto sobre laranja
-         Vermelho sobre amarelo e,
-         Outras...
        


         do meu livro: A ARTE DE ENSINAR E APRENDER

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

A MAIOR LIÇÃO QUE JÁ RECEBI

                                                           autor desconhecido

Estávamos numa aula de fisiologia, na Escola de Medicina, logo após a semana da Pátria.
Como a maioria havia viajado, todos estavam ansiosos para contar as novidades e, por isso, a excitação era geral.
Quando o professor entrou percebeu que iria ter muito trabalho para conseguir silêncio. Com muita paciência tentou começar a aula, mas você acha que a turma correspondeu? Que nada !
Com constrangimento, o professor voltou a pedir silêncio. Não adiantou... Ignoramos a solicitação e continuamos, firmes, na conversa.
Foi aí que ele perdeu a paciência e disse:
“Prestem atenção que vou falar isto uma única vez”
Um silêncio de culpa instalou-se por toda a sala.
E o professor continuou...
“Desde que comecei a lecionar, e isso já faz muitos anos, descobri que nós professores trabalhamos apenas 5% dos alunos de cada turma. Em todos esses anos observei que de cada cem alunos apenas cinco são realmente aqueles que farão alguma diferença no futuro. Apenas cinco se tornam profissionais brilhantes e que contribuem, de forma significativa, para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Os outros 95% servem apenas para fazer volume. São medíocres e passam pela vida sem deixar nada de útil. O interessante é que esta porcentagem vale para todo o mundo. Prestando atenção vocês notarão que de cem professores apenas cinco são aqueles que fazem a diferença; de cem garçons, apenas cinco são excelentes profissionais; de cem motoristas de táxi, apenas cinco são verdadeiros profissionais e, poderia generalizar ainda mais... É uma pena muito grande não termos como separar estes 5% do resto, pois, se isto fosse possível, deixaria apenas os alunos especiais nesta sala e colocaria os demais para fora... Então teria o silêncio necessário para ministrar uma boa aula e dormiria tranquilo sabendo ter investido nos melhores. Mas, infelizmente, não há como saber quais de vocês são estes alunos. Só o tempo é capaz de mostrar isso. Portanto, terei que me conformar e tentar dar a aula para os alunos especiais apesar da confusão que estará sendo feita pelo resto. Claro que cada um de vocês sempre pode escolher a qual grupo pertencerá. Obrigado pela atenção e, vamos para a aula de hoje”.
Nem preciso dizer o silêncio que ficou na sala e o nível de atenção que o professor conseguiu após aquelas palavras. Aliás, a lição tocou fundo em todos nós pois, minha turma teve um comportamento exemplar em todas as aulas durante todo o semestre... Afinal quem gostaria de, espontaneamente, ser classificado como fazendo parte do resto?
Hoje não me lembro muita coisa das aulas de fisiologia, mas a lição do professor eu nunca mais esqueci.
Para mim, aquele professor foi um dos 5% dos que fizeram diferença na minha vida.
De fato, percebi que ele tinha razão e, desde então tenho feito de tudo para ficar no grupo dos 5%, mas, como ele disse, não há como saber se estamos indo bem ou não... Só o tempo dirá a que grupo pertencemos.
Contudo, uma coisa é certa: Se não tentarmos ser especiais em tudo o que fazemos, se não tentarmos fazer tudo o melhor possível, seguramente sobraremos na turma do resto.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

OS PRINCÍPIOS DA APRENDIZAGEM

Princípio da prontidão – Quando o aluno sente necessidade de agir. Quer aprender. O seu organismo está preparado ou pronto para a ação. Dessa maneira, podemos dizer que quanto mais plenamente um aluno estiver pronto para agir, de certa maneira, mais agradável lhe será agir desse modo e mais desagradável não agir assim.
Princípio do efeito – os alunos tendem a repetir as ações que, em geral, lhes são agradáveis e evitar aquelas que lhes são desagradáveis. Na vida social e profissional verificamos, constantemente, que procuramos repetir as reações agradáveis e evitar as desagradáveis. Exemplo: se todas as vezes que vamos pregar um prego acertamos o dedo com o martelo, a tendência é não usarmos mais essa ferramenta. Indo à casa de um amigo e sendo mal recebidos, não tornamos mais a visitá-lo.
Princípio do exercício – O exercício reforça as sinapses (comunicação entre um neurônio e outro a fim de passar a corrente nervosa) como a ginástica reforça os músculos. O princípio do exercício pode ser assim enunciado: quando um estímulo provoca uma ação determinada, o laço que une o estímulo à reação é reforçado pelo exercício. O desuso é a falta do exercício.
Além destes princípios básicos, o professor não pode se esquecer de que existem outros relacionados a eles. Por exemplo:
-         Aprender alguma coisa nova é mais fácil quando a aprendizagem pode ser baseada em experiências anteriores,
-         Ir do mais fácil para o mais difícil,
-         Ir do concreto para o abstrato e
-         Do próximo para o remoto.
A maior parte dos conhecimentos é adquirida pelos sentidos. Quanto maior for o número de sentidos utilizados, maior será a possibilidade de aquisição de conhecimentos.
Após a definição dos objetivos que devem ser atingidos e do conteúdo a ser trabalhado naquela aula, o professor deve selecionar as melhores técnicas ou meios e o método mais adequado ao ensino.
De uma maneira bem simples, podemos encarar o método como um arranjo que se dá ao material de trabalho no sentido de usá-lo, de modo adequado, para a obtenção dos fins desejados.
A técnica é a operacionalização do método. São os meios utilizados pelo professor para atingir os seus objetivos.
O método de ensino deve apresentar as seguintes características:
-         Permitir o ensino ativo e concreto,
-         Possibilitar a motivação,
-         Dosar as dificuldades, ir do mais fácil para o mais difícil,
-         Permitir a repetição e a variação que forem aconselháveis,
-         Deve possibilitar a realização de trabalhos que aproximem mais da realidade.
-         Deve permitir que, do começo ao fim da aprendizagem, seja ampliada, metodicamente, a iniciativa do aluno,
-         Deve favorecer a camaradagem e o auxílio recíproco,
-         Permitir o aprendizado na velocidade do aluno, acelerando até o máximo de velocidade possível.

                      DO MEU LIVRO: A ARTE DE ENSINAR E APRENDER