sábado, 29 de setembro de 2012

A EXPOSIÇÃO COMO RECURSO AUDIOVISUAL


Outro excelente recurso audiovisual que podemos utilizar para atingir os nossos objetivos é a exposição.
Uma exposição, quando bem planejada, alcançará os objetivos propostos quando feita para transmitir, por si só, um conceito, uma idéia, uma mensagem.
O ponto de partida é o estudo das necessidades e interesses do público a que ela vai servir. Assim, quando o organizador se prepara para organizá-la, deve responder perguntas do tipo:
-         Por que esta exposição está sendo feita?
-         Quais objetivos ela deverá atingir?
-         Que tipo de exposição seria o mais adequado?
Durante o planejamento, o organizador deve formular a idéia fundamental considerando o espaço disponível e a participação do público alvo para manter a atenção e o interesse. Um planejamento sistemático do que ficou estabelecido sobre espaço e material a ser utilizado, tornará racional o uso do tempo e dinheiro disponíveis.
Feito o plano de ação, procure todos os objetos e materiais necessários com auxílio dos alunos e companheiros.
Na montagem da exposição, leve em consideração, os centros de atração, o roteiro a ser seguido e os lembretes necessários.
Na seleção do material para a exposição planejada todo cuidado é pouco. Um elemento pode destruir o efeito do outro.
O layout, para ser agradável ao observador, deve ter continuidade, simplicidade e unidade.
A idéia a ser transmitida deve ser desenvolvida através da sequência em que os elementos serão apresentados. Esta continuidade pode ser estabelecida através:
-         Do próprio texto, 

-         Da forma: podemos utilizar formas dinâmicas para os elementos principais; formas mais estáveis para os assuntos secundários e formas estáticas para os assuntos complementares.
  
-         Do jogo de cores – destacando os elementos principais com cores vivas, os secundários com cores normais e os complementares com cores neutras.

A simplicidade na apresentação do texto e desenhos deve garantir a atenção do público alvo o tempo necessário para aprender. 

Como a exposição deve ser feita em torno de uma idéia central, a seleção dos painéis que vão entrar na sua composição deve ser criteriosa para que não se perca a unidade e o público vá, progressivamente, à medida que se passa de um painel para outro, aprendendo informações e fatos que no seu conjunto conduzam à conclusão desejada.
Compete ao planejador da exposição determinar quais os elementos que vão atrair maior atenção e distribuí-los de maneira que o interesse se mantenha do principio ao fim porque é preciso que o público tome conhecimento de todos os aspectos.
Artifícios podem ser usados para se obter a participação do público, quer promovendo a identificação com o problema, ou solicitando a atuação pessoal.
Promove-se a identificação quando o público se considera parte integrante do grupo que possui o problema. Por exemplo:
-         Com uma pergunta: Você sabe ou faz de conta que sabe?
-         Com uma afirmação: Este é o caminho correto. Siga em frente.
-         Com fotografias e ilustrações.
-         Com movimentos: projeções de filme, apertando botões, movendo alavancas e outros.
Nota: materiais impressos sobre o assunto podem ser distribuídos ao lado destes pontos de atrações.
O layout da exposição deve ser muito bem planejado para que a seqüência da visita permita que a mensagem seja alcançada. Se a exposição for de caráter didático, uma boa colocação de painéis concorrerá para disciplinar o tráfego.
Devemos tomar muito cuidado ao acrescentar arte e decoração numa exposição porque elas podem “roubar” o interesse da mensagem.
Nota: Especial atenção deve ser dada às áreas em que haverá concentração de público e com os equipamentos que serão utilizados na segurança.

     DO MEU LIVRO A ARTE DE ENSINAR E APRENDER - EDITORA MUNDOMIRIM

sábado, 22 de setembro de 2012

CARTA A VOCÊ, DIRETOR DE ESCOLA...


Esse pode ser o seu momento. Busque um novo paradigma para a sua escola. Não tenha medo. Sei que o efeito paradigma pode nos “cegar” para novas oportunidades. Tente. Pode ser que o seu novo paradigma torne-se em “o paradigma”. Tenha coragem, confie nas suas idéias e verá que o novo modelo para sua escola terá sucesso, apesar dos muitos problemas que enfrentará. Sempre haverá uma outra solução para os problemas. Sempre haverá uma outra porta para atravessar e chegar ao futuro.
Reúna seus colegas, alunos, pais e comunidade. Proponha-lhes essa mudança e peça-lhes apoio. Precisará aceitar os novos desafios e participar, junto com eles, das novas e grandes descobertas. Transforme a sua escola na escola da solidariedade e da formação humana para a preparação de um mundo melhor. Ela, por mais modesta que seja, poderá se transformar numa escola-exemplo.
Os seus professores poderão transformar-se em “os professores”.
Demonstre a seus alunos que eles são capazes e que podem ir ao encontro de seus sonhos. Aos pais e à comunidade, peça-lhes apoio: do mais simples ao mais complexo. Busque ajuda nos colegas aposentados.
Transforme a sua escola num lugar desejado por todos.
Seja companheiro, amigo e irmão. Ame o grato e o ingrato, o justo e o injusto, o amigo e o inimigo. Eles verão seu exemplo e se transformarão.
A sociedade brasileira demanda uma educação de qualidade que garanta as aprendizagens essenciais para a formação de cidadãos autônomos, críticos e participativos, capazes de atuar com competência, dignidade e responsabilidade na sociedade em que vivem e na qual esperam ver atendidas as suas necessidades individuais, sociais, políticas e econômicas.
 A nova escola deve, portanto, assumir-se como um espaço de convivência e de debates dos referenciais éticos, não uma instância normativa, mas um local social privilegiado de construção dos significados éticos necessários e constitutivos de toda e qualquer ação de cidadania.

       Trecho do meu livro: A ARTE DE ENSINAR E APRENDER

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

ANDRAGOGIA... A APRENDIZAGEM CENTRADA NA VIDA

Lembro-me muito bem de uma passagem que ocorreu na Escola Estadual “Castro Alves”, hoje “Padre José de Carvalho” - São Paulo, Capital, quando lecionava para alunos do curso noturno.
Era por volta do ano de 1970 e um dos nossos alunos era o Sr. Antonio. Isso mesmo, eu o chamava de Sr. Antonio porque era um Sr. com quase cinquenta anos de idade e eu tinha apenas vinte e sete. Ele trabalhava para a prefeitura da capital como gari e seu objetivo era alcançar o cargo de chefia. Para isso, necessitava ter o primeiro grau completo.
Como havia retomado os estudos com essa idade avançada, apresentava muitas dificuldades para acompanhar o desenvolvimento dos seus colegas mais jovens. Assim sendo, o seu aproveitamento, de uma maneira geral, deixava a desejar tendo em vista o objetivo traçado para a sua turma.
Como a sua prática nesse trabalho era de mais de vinte anos, o mais importante era adquirir os conhecimentos necessários das oito primeiras séries para que pudesse ser promovido a chefe dos garis.
Porém, alguns dos nossos colegas não abriam mão das exigências que faziam a todos os alunos, indistintamente. Assim, no final da oitava série três deles estavam propensos a reprová-lo, pois ele não havia conseguido a média necessária para a aprovação.
No conselho de classe final, durante a troca de idéias, procuramos mostrar aos companheiros o objetivo do Sr. Antonio que era o de cumprir as exigências legais (documentos) para a sua promoção, já que na prática ele desempenhava o papel de chefe da equipe e que não pretendia seguir estudando as séries do segundo grau (hoje ensino médio).
Convencidos disso, os companheiros deram mais uma oportunidade permitindo que o Sr. Antonio realizasse alguns trabalhos para o cumprimento das exigências da sua aprovação. Assim, ele pode ser promovido e recebeu a sua certificação.
Já imaginaram se os meus colegas não tivessem se sensibilizado e reprovassem o Sr. Antonio por falta de alguns conhecimentos que ele jamais iria usar na sua vida profissional?
Não podemos nos esquecer de que o adulto tem melhores condições de aprender desde que suas aspirações e expectativas sejam atendidas. Para tanto é preciso despertar-lhe motivação.
Assim sendo, podemos afirmar que Andragogia é a ciência que tem por finalidade facilitar a educação de adultos.
Etimologicamente a palavra Andragogia é formada do grego Andrós (homem) e Ágo (conduzir).
Difere, por aspectos metodológicos, da Pedagogia que consiste em orientar a educação de crianças e jovens.
Enquanto a Pedagogia ensina (instrui) as crianças a aprender, a Andragogia auxilia (ajuda, facilita) os adultos a aprender.
Através de procedimentos andragógicos mais se evidencia que o professor não ensina os adultos, mas ajuda-os a aprender.
Assim sendo, podemos afirmar que os adultos devem estar motivados para aprender baseados nas suas próprias experiências, necessidades e interesses.
Levando em consideração de que a educação de adultos é uma aprendizagem centrada na vida, podemos entender que a programação a ser desenvolvida não deve ser pré-determinada.
O docente com preparo andragógico apresenta mais condições de ajudar os adultos a diagnosticar as suas próprias necessidades de aprendizagem e, para saber criar condições que o motivem a aprender.
O planejamento do trabalho deve ser feito com eles, para certeza de que produzirão os resultados desejados.
Ao selecionar métodos e técnicas eficientes para o desenvolvimento do seu trabalho não pode se esquecer de fornecer os recursos (humanos e materiais) necessários...
(o capítulo completo pode ser visto no meu livro: A Arte de Ensinar e Aprender da Editora Mundomirim)




sábado, 1 de setembro de 2012

AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO

Todo ser humano deve estar sempre atento quanto ao seu desempenho perante o trabalho que lhe é proposto. Todos nós gostamos de garantir uma auto-imagem positiva, de ver elevado e satisfeito o nosso “eu”. Na vida, sempre somos avaliados tanto por superiores hierárquicos quanto por subordinados.
Nem sempre, porém o desenho que fazemos de nós mesmos corresponde ao modo como os outros nos vêem. Nesse momento é como se alguém quebrasse o nosso “espelho mágico”.
Com certeza, o que mais dói na alma é sermos avaliados por pessoas incompetentes e sem escrúpulos que, de uma forma desonesta, nos levam a uma posição que não merecemos.
Veja algumas coisas que podem ocorrer quando esse desastre acontece:
- ficamos agressivos e nos “fechamos em copas”;
- procuramos chamar a atenção mostrando que somos diferentes dos demais: discutimos, esnobamos, menosprezamos coisas ou pessoas;
- desistimos da luta, desacreditamos da nossa capacidade de progredir, perdemos a autoconfiança;
- passamos a nos supervalorizar e não vemos os nossos defeitos. Só enfatizamos as nossas qualidades;
- finalmente, no auge do nosso descontentamento, começamos a procurar um “bode expiatório” para tudo.
Por outro lado veja o que pode ocorrer quando alguém dá brilho no nosso “espelho”, elogiando e respeitando o nosso trabalho:
- aperfeiçoamos as nossas tarefas e procuramos produzir acima do que nos é solicitado;
- nossa criatividade cresce e apresentamos sugestões novas;
- ficamos mais capazes de trabalhar em equipe e em esquema de cooperação;
- aceitamos criticas e procuramos corrigir as nossas falhas;
- crescemos em autoconfiança e temos mais estimulo para o trabalho;
- somos capazes de dialogar abertamente, face a face, com nossos superiores, iguais ou subordinados.
Lembre-se, porém tudo isso tem um preço. Ninguém limpa um “espelho quebrado”. É preciso merecer o reforço. O elogio gratuito tem sempre um efeito muito negativo, tanto para quem o emprega como para quem o recebe.
Isso acontece em todos os níveis.
Normalmente, somos avaliados em:
- Qualidade do trabalho;
- Quantidade do trabalho;
- Relacionamento;
- Personalidade;
- Iniciativa;
- Desenvolvimento profissional;
- Liderança e
- Capacidade de julgamento.
A subjetividade na avaliação de alguém nos leva, com certeza, a cometer erros, para mais ou para menos, o que não é aconselhável em nenhum dos casos.
Em meu livro EDUCAR... Um ato de amor, apresentei o trabalho que torna a avaliação mais objetiva. Por exemplo:
Qualidade do trabalho.
Esse item foi subdividido em:
- Conhecimento do trabalho;
- Ordem e desempenho e
- Capacidade de racionalização.
Para avaliar o Conhecimento do Trabalho apresentei os seguintes níveis:
a)     Revela pouco conhecimento do trabalho, apresentando deficiência no desempenho de suas tarefas.
b)    Revela algum conhecimento do seu trabalho, apresentando pouca eficiência no desempenho de suas tarefas.
c)     Revela um conhecimento razoável do seu trabalho, apresentando um grau aceitável de eficiência no desempenho de suas tarefas.
d)    Revela bom conhecimento do seu trabalho, apresentando eficiência no desempenho de suas tarefas.
e)     Revela ótimo conhecimento do seu trabalho, apresentando um conhecimento muito eficiente no desempenho de suas tarefas.
E, assim fizemos para todos os itens.
Configuramos este teste de avaliação procurando levar: do pouco para o algum; do algum para o normal; do normal para o bom e do bom para o ótimo.
Este trabalho foi feito para a avaliação dos subordinados. Entretanto, encontramos o seu maior valor quando passamos a pedir que eles, de posse do caderno de teste, realizassem a sua auto avaliação e entregassem ao seu chefe imediato para que os avaliassem. Após as duas avaliações, os cadernos eram entregues à direção para uma avaliação final com base nas avaliações anteriores.
Passamos a observar que, com o conhecimento dos itens em que seriam avaliados, os funcionários procuravam melhorar o seu desempenho.
Gostaria muito que conhecessem o caderno completo de testes para melhorar o seu trabalho de avaliação.
(do livro: Educar... Um ato de amor. Editora Mundomirim)