terça-feira, 22 de maio de 2012

ORAÇÃO DO PEDAGOGO

                                                                                                        (20 de maio: Dia do Pedagogo)

Obrigado, Senhor, por atribuir-me a missão de ensinar
e por fazer de mim um professor no mundo da educação.
Eu te agradeço pelo compromisso de formar tantas pessoas e te ofereço todos os meus dons.
São grandes os desafios de cada dia, mas é gratificante ver os objetivos alcançados, na graça de servir, colaborar e ampliar os horizontes do conhecimento.
Quero celebrar as minhas conquistas exaltando também
o sofrimento que me fez crescer e evoluir.
Quero renovar, cada dia, a coragem de sempre recomeçar.
Senhor!
Inspira-me na minha vocação de mestre e comunicador para melhor poder servir.
Abençoa todos os que se empenham neste trabalho iluminando-lhes o caminho.
Obrigado, meu Deus,
pelo dom da vida e por fazer de mim um educador hoje e sempre.
Afinal ser Mestre é uma tarefa difícil, mas não impossível,
tarefa que pede sacrifício incrível,
Tarefa que exige abnegação,
tarefa que é feita com o coração!
Nos dias cansados, nas noites de angústia,
nas horas de fardo, de tamanha luta,
chegamos até a questionar:
Será, Deus, que vale a pena ensinar?
Mas bem lá dentro responde uma voz,
a que nos entende e fala por nós,
a voz da nossa alma, a voz do nosso eu:
- Vale sim, coragem!
Você ensinando, aprende também.
Você ensinando, faz bem a alguém,
e vai semeando nos alunos seus,
um pouco de PAZ e um tanto de Deus!
Dai-me, Senhor, o dom de ensinar,
Dai-me esta graça que vem do amor.
Mas, antes do ensinar, Senhor,
Dai-me o dom de aprender.
Aprender a ensinar
Aprender o amor de ensinar.
Que o meu ensinar seja simples,
humano e alegre, como o amor.
De aprender sempre.
Que eu persevere mais no aprender do que no ensinar.
Que minha sabedoria ilumine e não apenas brilhe
Que o meu saber não domine ninguém, mas leve à verdade.
Que meus conhecimentos não produzam orgulho,
Mas, que cresçam e se abasteçam da humildade.
Que minhas palavras não firam e nem sejam dissimuladas,
Mas animem as faces de quem procura a luz.
Que a minha voz nunca assuste,
Mas seja a pregação da esperança.
Que eu aprenda que quem não me entende
Precisa ainda mais de mim,
E que nunca lhe destine a presunção de ser melhor.
Dai-me Senhor, também a sabedoria do desaprender,
Para que eu possa trazer o novo, a esperança,
E não ser um perpetuador das desilusões.
Dai-me, Senhor, a sabedoria do aprender
Deixai-me ensinar para distribuir a sabedoria do amor.

Amém!!!!!!!!!
                  

TEORIA DA EXPECTATIVA OU EFEITO PIGMALEÃO

                                            Darbí José Alexandre

Muitos educadores expressam a opinião de que as expectativas do professor, em relação ao trabalho do aluno, atuam como previsão do seu desempenho.
O professor consegue mais porque espera mais (efeito pigmaleão ou teoria da expectativa).
Nos primeiros dias de aulas, observando os seus alunos, o professor, numa das mais perigosas práticas educacionais, prevê quais os alunos que se sairão bem e aqueles que não vão obter um bom aproveitamento.
No momento em que o professor, olhando a sua “bola de cristal”, define quem se sairá bem ou não, está marcando de forma quase irreversível o desempenho dos seus alunos. Como diz Laís Tapajós em seu texto: como se escreve (por linhas tortas) o fracasso escolar de uma criança, ao contrário do palpite que pode ou não dar certo, a profecia tem como característica principal o fato de, na imensa maioria dos casos, ela se realizar. Pior: ela se realizará sem que a criança tenha qualquer possibilidade de mudar o prognóstico do professor. Por uma simples e terrível razão: o professor quer que ela se realize.
A partir desse desejo ele pautará seu relacionamento com os alunos de maneira que o seu julgamento inicial se concretize no final do ano. Para aqueles que ele previu um destino de fracasso, fracassarão. Aos que ele profetizou sucesso, serão bem sucedidos. Tem que dar certo e dá.
O que o professor não percebe é que a profecia se realizou única e exclusivamente porque ele conduziu, desde o começo, aos resultados. Ele produziu a profecia. E como os resultados foram exatamente os previstos, ele continuará, ano após ano, confiando no seu “sexto sentido”.
Para esclarecer esta questão várias experiências foram realizadas e demonstraram que na investigação da conduta a hipótese do experimentador pode servir como previsão do desempenho. Entre elas temos: A experiência da escola do OAK. (no livro: Educar... Um ato de amor).

terça-feira, 15 de maio de 2012

EDUCAÇÃO... UMA VISÃO MAIS HUMANA.

                                                                                Darbí José Alexandre

 Quando no fim do ano percebi a tristeza de um pai pela reprovação de seu filho na escola, senti a necessidade de escrever sobre a minha experiência, como educador, por mais de trinta anos. Quando o pai recebeu a notícia da reprovação de seu filho, tive a impressão que o seu mundo ia desabar.
     Para quantos pais o "mundo desabou" no final do ano? Quantas crianças e quantos jovens sentiram o chão "desaparecendo" de seus pés quando perceberam, finalmente, que estavam reprovados. De quem é a responsabilidade por esse acontecimento? Dos pais?... Delas mesmas?... Da escola?... Dos professores?... Da sociedade?... Do governo?...
     Não importa saber de quem é a culpa. O que vale, neste momento, é encontrar a solução para o problema. Muitas sabem e todos dizem que, para um país ser desenvolvido é necessário investir na educação. Concordamos com essa afirmação e acrescentamos que esse investimento não é apenas em dinheiro, mas também em postura profissional.
     As escolas são mal aparelhadas... Os professores mal remunerados... O nosso país está pobre... As nossas crianças estão mal nutridas... Ouvimos constantemente estas afirmações. Verdadeiras ou não, elas não podem interferir na formação das nossas crianças e no aperfeiçoamento dos nossos jovens.
     As nossas escolas não podem ser consideradas indústrias e nossos docentes e responsáveis pela educação, operários. Nossas crianças e nossos jovens não são produtos que devam caminhar na linha de produção e sair acabados enquanto aquele que possua algum defeito deva ser, simplesmente, retirado para não comprometer a qualidade dos outros.
     Somos seres humanos feitos à imagem e semelhança de Deus, parecidos uns com os outros, mas  com certeza, nunca iguais. Temos que ser tratados de forma diferenciada e aqueles que têm mais dificuldades devem receber mais atenção por parte de todos: pais, professores, colegas, amigos... da sociedade enfim.
     Certa vez presenciei o trabalho incansável de uma colega professora especializada em deficientes mentais. Por mais de duas semanas ela dedicou todo o seu tempo profissional para ensinar uma daquelas crianças a vestir o seu calção. Ninguém pode imaginar a sua satisfação, quando a criança demonstrou que sabia fazê-lo sozinha, que havia aprendido.
    A dedicação, o amor, o respeito pelo trabalho que realizava trazia sempre, àquela mestra, uma realização pessoal que não pode ser comprada por nenhum dinheiro do mundo.
     Para melhorar a educação no nosso país, por onde devemos começar?
     Para ninguém se sentir melindrado, deveríamos começar todos juntos: governo, sociedade, escola, família e os próprios alunos. Não erradicamos a poliomielite? Porque não podemos erradicar o analfabetismo e implantar uma nova mentalidade educacional?
    Perguntando aos nossos jovens qual o melhor tempo do ano, com certeza nos responderiam que é o tempo de férias. O tempo de aulas, para eles é muito difícil. Com escolas mais atrativas, professores mais amigos, administradores mais responsáveis, nossos alunos sentir-se-iam mais felizes em frequentar nossas escolas. Assim o resultado seria muito melhor.
     Um pedreiro, quando está construindo um muro e coloca um tijolo que não fica bem, ele o retira, desfaz-se dele e, imediatamente, coloca outro no lugar. Um educador quando encontra um aluno com dificuldades, não pode simplesmente retirá-lo como o pedreiro faz com o tijolo e procurar outro para colocar no seu lugar.
     É um ser humano e como tal merece ser respeitado.

                                    ( do livro: EDUCAR... UM ATO DE AMOR )
    

sexta-feira, 11 de maio de 2012

EDUCANDO PARA A VIDA

                                                           Darbi José

Certa vez fui consultado por um importante empresário que queria entender porque um grande número de jovens procurava esconder-se nas drogas, no álcool e em outros artifícios.
Muitas pessoas poderão apresentar diversas explicações. Porém, o mais simples de se entender é que esses jovens procuram refúgio nesses artifícios porque não visualizam bons horizontes para suas vidas. Ex. falta de emprego, poucas possibilidades de realização pessoal e outras.
Poucos “amontoam” grandes fortunas, esquecendo-se de que o sol nasceu para todos. Muitos postos de trabalho estão se fechando com o advento das novas tecnologias. O sistema de ensino continua o mesmo. Os grandes responsáveis pela formação dos nossos jovens não estão se atualizando. Onde trabalhar?
O jovem percebe a grande dificuldade que terá depois de formado para encontrar um “canto” para a sua realização pessoal e para dar a sua contribuição para a sociedade que o ajudou a se formar. Só para exemplificar: lembro-me de uma frase dita por um jovem engenheiro formado pela FEI – Faculdade de Engenharia Industrial – quando lhe perguntei após a sua formatura, como ele estava indo em sua vida profissional. E, ele desempregado, respondeu-me: “Antes da minha formatura eu era uma esperança para o meu país e agora, depois de formado eu sou mais um problema social”.
Sem dúvida alguma toda sociedade tem responsabilidade sobre os problemas que estamos passando para nossas crianças e jovens. Governo e Comunidade deverão encontrar o melhor caminho a ser trilhado.
Nós, profissionais da Educação não poderemos permanecer inertes na procura da solução deste grande problema que assola o nosso país. Devemos, desde os primeiros passos na Escola, preocupar-nos com a formação integral dos nossos alunos. A escola não pode se preocupar somente com a formação do “técnico”. Ela deve dedicar toda a sua atenção na formação do seu aluno para a vida. O homem bem preparado para a vida, com certeza, se tornará num profissional bem formado.
Assim sendo, a Escola deve preocupar-se, além de fornecer informações para a formação do profissional de amanhã, em dedicar parte do seu trabalho para preparar o seu aluno para a vida. Nesse sentido, as atividades devem ser realizadas para conduzir o aluno a entender o próprio sentido da vida. Por exemplo: Palestras, peças teatrais, atividades livres, visitas a museus, parques, bibliotecas públicas, participação na solução de problemas da comunidade em que os alunos e a escola estão inseridos e outras que poderão ser preparadas de acordo com as necessidades e possibilidades.
Dessa maneira poderão refletir sobre o verdadeiro sentido de nossa existência na Terra valorizando mais o ser do que o ter.

                                ( do livro: EDUCAR... UM ATO DE AMOR )

terça-feira, 8 de maio de 2012

A IMPORTÂNCIA DE UMA EQUIPE COESA

                                                         QUXM XU ?

        Apxsar do txclado dx mxu computador sxr dx um modxlo antigo, funciona bxm com xscxção dx uma txcla. Há quarxnta x uma txclas qux funcionam bxm, mxnos uma x isso faz uma grandx difxrxnça.
         Às vxzxs mx parxcx qux a nossa organização x´como o txclado do mxu computador cujos mxmbros não xstão trabalhando como dxviam.
          Vocx dirá:
            _ Afinal sou apxnas uma pxssoa x sxm dúvida não farxi nxnhuma difxrxnça para nossa Xscola.
          Xntrxtanto para uma organização progrxdir xficixntxmxntx prxcisa da participação ativa dx todos os sxus mxmbros.
          Da próxima vxz qux vocx pxnsar qux não prxcisam dx vocx, lxmbrx-sx do txclado do mxu vxlho computador x diga a si mxsmo:
           _ Xu sou uma das txclas importantxs do programa x os mxus sxrviços são muito nxcxssários.
          O nosso trabalho não pode ser considerado individualmente. Fazemos parte de uma equipe. O nosso trabalho deve ser como o  dos músicos de uma orquestra, onde todos os integrantes estão afinados para a execução de uma obra que irá satisfazer os seus ouvintes.
           O diretor, assim como o maestro, deve ter qualidades para saber ouvir e poder corrigir os companheiros "desafinados".
            Todos devem estar aptos a participar de um trabalho em grupo, cujos resultados se refletirão na vida de cada um dos seus alunos.
     
                                  ( trecho do livro: EDUCAR... UM ATO DE AMOR de Darbí José)

PROJEÇÃO DE IMAGENS MÓVEIS

                                                              Darbí José

Os filmes são um excelente recurso audiovisual. A apresentação de um filme requer alguns cuidados para que possa atingir o objetivo proposto.
A finalidade do filme é de vital importância para o professor, uma vez que se pretende utilizá-lo de acordo com os objetivos que ele e seus alunos se propõem naquela aula.
De um modo muito geral podemos classificar os filmes em recreativos, comerciais e educativos.
Os recreativos pretendem apenas distrair, se bem que, frequentemente, possam ser um bom material de ensino. Nesse caso, o filme classificado como recreativo torna-se educativo.
Os filmes feitos para escola têm como característica fundamental a sua estreita ligação com o programa de ensino. Ex. um filme de ciência pode mostrar a circulação do sangue, o esqueleto humano, Um filme de geografia pode trazer à sala de aula, a África e seus animais selvagens.
Assim sendo, o professor deve escolher bem o filme que melhor se adapte à sua finalidade e ao tempo disponível de sua aula.

Vantagens do emprego de filmes:

Pela sua apresentação, os filmes, normalmente, atraem a atenção dos seus telespectadores. Assim sendo, eles apresentam as seguintes vantagens:
-         Podem aumentar ou diminuir o tamanho dos objetos. Por exemplo: os filmes que nos mostram o mundo microscópico possibilitam um estudo que, de outra forma, dependeria da existência de laboratórios, microscópios, enfim todo material que poucas escolas possuem.
-         O filme pode quebrar a barreira da distância, mostrando terras e povos, fatos e experiências que sem ele, só poderiam ser presenciados por uma minoria. Por exemplo: um vulcão em atividade, um tsunami, o féretro do papa, o lançamento de um foguete, etc.
-         O filme presta um serviço inestimável tornando reais, para nós, acontecimentos e personagens do passado.
-         É imprescindível mencionar o efeito psicológico que o cinema exerce. Sem dúvida ele é capaz de influenciar e até modificar atitudes. Cabe, então, ao professor escolher seus filmes com o máximo cuidado, não perdendo de vista esse imenso poder.

Alguns cuidados o professor deverá tomar na preparação do local onde será exibido o filme. Assim, deve se preocupar com a localização da tela (do aparelho), a arrumação das cadeiras (carteiras) e a ventilação da sala.
O estado e o conteúdo do filme devem ser verificados com antecedência a fim de ser explorado didaticamente. Muitas vezes o professor escolhe o filme pelo título que nada tem a ver com o conteúdo.
Normalmente, o professor deve preparar a turma para assistir o filme, a fim de que se possa tirar o máximo proveito da projeção.
Para que o objetivo seja atingido, o professor deve preparar um roteiro para o acompanhamento do filme.
Por exemplo:

                                  REUNIÃO PEDAGÓGICA


                               Filme: “O Preço de um Desafio”

(tempo de projeção: 105 minutos)

Assunto: História real baseada no livro de Jay Matheus:
“SCALANTE, O MELHOR PROFESSOR DA AMÉRICA” – 1988.

Jaime A. Scalante, 43 anos, boliviano, professor de matemática e física em La Paz. Deixa a sua pátria e se dirige para a Califórnia para estudar engenharia na Universidade de Pasadena, no curso noturno.
Como viu frustrada a possibilidade de retornar a atividade docente (1964) vai trabalhar na área de processamento na Burroughs Corp.
Em 1974 consegue realizar o seu sonho, lecionar novamente.
O filme conta o trabalho realizado por ele em uma escola secundária de Los Angeles preparando os alunos para o exame AP (Advanced Placement) o qual dava a oportunidade de acesso ao curso superior.

Aspectos a serem observados:

1-    A ESCOLA: - Bairro onde se localiza
                         - Características do tipo de clientela
                         - Postura dos docentes e da direção

       2- OS ALUNOS: - Atitudes durante as aulas
                                  - Opção pelo estudo
                           - Compromisso
                           - Necessidades individuais
                           - Valores

         3- FAMÍLIA: - Sua visão de escola
                            - O apoio aos filhos

         4- O DOCENTE: - Atitudes durante as aulas

                      - Relacionamento com os alunos

                      - Relacionamento com os outros docentes            

                                          - Relacionamento com a família
                                    - Compromisso com a profissão
                                          - Compromisso com os alunos
                                    - Compromisso com a escola

                           - “A RECOMPENSA”



                         ( do livro: A ARTE DE ENSINAR E APRENDER)

sábado, 5 de maio de 2012

O QUADRO DE GIZ

            Darbí José

            Dentre os acessórios audiovisuais, o quadro de giz é aquele que encontramos em todos os centros de ensino porque é fácil de fazer e conservar   além de servir para auxiliar outros recursos . Por dispensar o uso da energia elétrica ele é um dos recursos mais importantes nos mais modestos núcleos de ensino que encontramos no nosso país.
         Uma aula apresentada com o quadro de giz combina muito bem: símbolos visuais, verbais e motores que ajudam na fixação dos conceitos.
          A utilização do quadro de giz requer um planejamento da apresentação do tema da aula.
         Sabendo do assunto que será tratado na aula ou reunião o professor deve indagar a si próprio:
-         Que devo escrever no quadro de giz?
-         Escreverei antes da chegada dos alunos?
-         Deverei preparar com antecedência os desenhos mais complicados?
-         Que palavras-chave fixarão os conceitos?
-         Deverei complementar o quadro com outros auxílios audiovisuais?
-         Será necessário distribuir apostilas para que os alunos não percam tempo copiando?
-         Deverei deixar o assunto escrito a aula toda?
-         Devo destacar algumas palavras?

Quando o planejamento da utilização do quadro de giz é bem feito podemos afirmar que ele:
-         Serve para apresentar qualquer matéria,
-         Desperta o interesse,
-         Permite a participação dos alunos,
-         Permite a correção no momento do erro,
-         Ilustra idéias abstratas,
-         Ajusta o tempo de apresentação do tema ao tempo de compreensão do aluno,
-         Facilita tomar anotações.

O professor deve colocar o assunto planejado para o quadro escrevendo por breves espaços de tempo. Jamais o professor deve passar a aula toda escrevendo na lousa ou “mandar” que algum aluno o faça por ele.
Se o assunto é complexo e longo é melhor preparar uma apostila.
Comece a escrever no quadro de giz sempre de cima para baixo e da esquerda para a direita. É quase impossível para o aluno acompanhar as anotações feitas aleatoriamente no quadro de giz, pelo professor. Para os alunos menores o problema é ainda maior.
Controle os seus movimentos e escreva nos momentos precisos.
O tamanho das letras e dos desenhos deve estar adequado ao tamanho da sala. Os desenhos podem ilustrar uma idéia, um tema em ação, fazer comparações, símbolos, organogramas, etc.
Durante as explicações o professor deve usar o ponteiro (existem os mais variados modelos) e colocar-se ao lado do quadro para não dificultar a visualização pelos alunos.
Escreva sempre com letra legível (de preferência pedagógica) e com desenhos simples.
A utilização do quadro de giz deve ser dinâmica e seguir o que foi planejado.
Normalmente encontramos alunos inibidos que não gostam de se apresentar frente ao quadro de giz. Portanto, é de fundamental importância que os alunos sejam estimulados a participar na utilização do quadro de giz.
Para manter a legibilidade de sua apresentação, escreva em linhas retas deixando margens amplas e espaços livres destacando os pontos-chave com cores, círculos e setas.
Ao terminar a sua aula apague o quadro passando o apagador, de forma lenta, de cima para baixo para que o pó de giz caia na canaleta e não se espalhe por todo o ambiente.
Os desenhos utilizados no quadro de giz podem ser feitos de forma simplificada utilizando, por exemplo, circulo para a cabeça, retas para os membros e ângulos para os movimentos.
Os desenhos de forma elaborada devem ser apresentados por meio de outros recursos audiovisuais como, por exemplo, o retroprojetor. O professor não deve gastar o seu precioso tempo com desenhos elaborados no quadro de giz.
Um bom quadro de giz deve ser feito de material rígido (madeira, pedra ou plástico). Deve ser negro, verde, branco ou outras cores indicadas. Sua pintura deve ser especial: opaca ou porosa e lavável.
Atualmente, os quadros de giz podem ser instalados de maneira fixa na parede ou então serem reversíveis ou portáteis.
Na sua instalação deve sempre ser observado: a forma da sala, a posição das cadeiras e a iluminação para que não haja pontos de reflexos que dificultem a visão dos alunos.
Acessórios que podem ser utilizados no quadro de giz:
-         Giz de boa qualidade em todas as cores,
-         Os vários tipos de indicadores,
-         Régua, esquadro, compasso,
-         Figuras geométricas,
-         Cortinas,
-         Fitas adesivas e outros.

                                                     ( do livro: A Arte de Ensinar e Aprender)