Clareando, pelo testemunho do seu viver, os rumos das decisões humanas. Dedicado às pessoas que têm o dom de educar
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Organização de uma horta na escola
Como venho sempre dizendo, a escola deve preparar um ambiente saudável para que os alunos possam sentir-se bem e, por conseguinte, alcançar bons resultados no seu aprendizado para a vida. A organização de uma horta na escola é uma atividade que permite a interação do aluno com a natureza. Por meio dela, o aluno poderá aprender ações de proteção ao planeta, e o professor poderá desenvolver programas educativos visando, por exemplo, a mudança de hábitos alimentares.
Alguns itens que devem ser observados antes do início da atividade:
A escolha do local - o terreno não precisa ser grande, mas deve receber bastante sol. Deve, por isso, ser afastado de árvores frondosas, pois a sombra é prejudicial.
A irrigação é indispensável e deve ser feita com água saudável uma vez que, na maioria das vezes, as verduras são consumidas cruas.
Ferramentas básicas necessárias - enxada, enxadão, pá de corte (para cavar), ancinho, colher de transplante, regador e pulverizador.
Preparo do terreno - escolhido o local para a implantação da horta, o primeiro trabalho a ser realizado é o da limpeza do terreno, capinando-se as ervas que vegetam sobre a sua superfície e amontoando-as num único ponto para que se transformem em esterco. Faz-se o revolvimento da terra, podendo-se aproveitar a oportunidade para enterrar o esterco produzido.
Atenção: se o terreno estiver encharcado deve-se, antes de revolver a terra, fazer a drenagem, pois terra encharcada pode ocasionar o apodrecimento das raízes.
De um modo geral, o revolvimento da terra é feito com o enxadão. Após o revolvimento, a operação seguinte é a construção de sementeiras e canteiros.
Sementeira - é o local especialmente preparado para lançar as sementes das espécies de hortaliças que necessitam de transplante. Sendo as sementes de hortaliças, de uma maneira geral, muito pequenas necessitam de boas condições para germinar. Essas sementeiras devem ser bem preparadas com revolvimento, destorroadas, adubadas com esterco bem curtido e com nivelamento da superfície.
Atenção: ela não deve ser muito grande e sua preparação deve ser com uma mistura de terra e esterco bem curtido numa proporção de um por um.
Escolha das espécies - devemos cultivar as verduras mais apreciadas e mais ambientadas com o clima da região. Não se deve plantar uma espécie só, mas, por outro lado, uma grande variedade não é recomendável.
Há possibilidade de se ter hortaliças durante o ano todo. Basta, para isso, escolher as espécies e variedades próprias para cada época. Algumas hortaliças como a alface e o tomate podem ser cultivadas em qualquer época do ano.
Sementes e mudas - da boa qualidade das sementes depende a obtenção de boas mudas e boas plantas. Em geral as sementes das hortaliças perdem rapidamente o poder germinativo e é por isso que sementes compradas em bazares ou locais semelhantes não progridem. Elas devem ser compradas sempre em casa especializadas e idôneas.
Para examinar se as sementes têm poder germinativo, deve-se fazer o teste de germinação da seguinte maneira: em um prato, colocar papel toalha ou algodão e molhar. Em seguida, colocar dez sementes, deixando tudo em um local bem iluminado. O papel toalha ou o algodão deve ser conservado sempre úmido. Em quatro ou cinco dias, dependendo da espécie da semente, haverá germinação. E, fazendo a contagem das sementes germinadas, determina-se a porcentagem. Para que as sementes sejam consideradas boas devem apresentar de 70 a 80% de germinação.
Adubos e adubação - adubar é incorporar ao solo fertilizantes, tanto orgânicos como minerais, para compensar sua deficiência nos diversos elementos nutritivos necessários para o desenvolvimento das plantas. Contudo, para adubar bem, é necessário conhecer a composição do solo e as exigências de cada espécie. O volume de produção dependerá, entre outras condições, da qualidade e quantidade de nutrientes disponíveis às plantas. Para mais informações sobre este item, é conveniente consultar alguma publicação especializada, algum agrônomo ou horticultor experiente.
Atenção: este poderá ser um trabalho que pode ser desenvolvido pela equipe de alunos.
Semeadura - a distribuição das sementes deverá ser uniforme e em sulcos distanciados, mais ou menos, dez centímetros um do outro e em uma profundidade de uma vez e meia a espessura da semente. Em seguida, faz-se a cobertura com capins secos para que as irrigações não enterrem demais as sementes. Quando as sementes começarem a germinar, retira-se a cobertura de uma só vez. As regas devem ser feitas diariamente a fim de conservar a umidade do solo.
Transplante - consiste na passagem de mudas das sementeiras para o local definitivo. Essa operação deve ser feita quando as mudas já estiverem com certo grau de desenvolvimento para que a pega seja boa e não seja retardado o seu crescimento. Em geral, o transplante é feito quando as mudas estão com cinco ou seis folhas definitivas, isto é, com mais ou menos dez centímetros de altura. A transplantação feita em dias chuvosos, nublados, ou então nas horas mais frescas do dia apresentam melhores resultados.
Atenção: bastante irrigação na sementeira facilita o transplante das mudas. Caso se verifique a insolação intensa após o transplante, faz-se o sombreamento parcial, e as mudas devem ser retiradas, paulatinamente, à medida que forem pegando.
No transplante, as mudas devem ser enterradas até a profundidade em que se encontravam na sementeira.
Informações úteis - para que as plantas encontrem melhores condições para o seu desenvolvimento e produção, devem ser utilizadas as seguintes práticas culturais:
Irrigação - não deve ser feita nas horas quentes do dia.
Capina - deve ser feita para evitar a concorrência de ervas daninhas em luz, água, e adubo, à planta cultivada.
Estaqueamento - deve ser feito em algumas hortaliças que necessitam de suportes para evitar o seu crescimento em contato com o solo.
Desbrota - consiste na eliminação dos brotos que saem nas axilas das folhas de algumas espécies.
Adubação de cobertura - deve ser distribuída a quantidade indicada do adubo sobre o canteiro antes da irrigação.
Como se pode verificar pelo exposto, não é tão complicado organizar uma horta escolar. Um ponto fundamental nesse sentido é o suporte dos recursos humanos. Entretanto, os principais agentes dessa atividade devem ser os próprios alunos.
trecho do meu livro: A ARTE DE ENSINAR E APRENDER
sábado, 13 de outubro de 2012
REUNIÃO DE PAIS
REUNIÃO DE PAIS
Após a primeira semana de aulas, a Equipe escolar deve escolher um dia para realizar a reunião com os pais dos alunos. Esta reunião será o alicerce para o bom relacionamento entre a família e a escola.
O apoio dos pais ou responsáveis é de fundamental importância para a realização de um bom trabalho na formação de seus filhos.
Para um bom resultado, os pais ou responsáveis deverão ser reunidos separadamente, por série, assim como fizemos com os alunos.
Tópicos que podem ser abordados nesta reunião
1- Enumerar aos pais todas as boas qualidades que a Escola possui.
2- Valorizar aos pais todas as boas qualidades que os seus filhos, com certeza, possuem. Muitos pais não conseguem visualizar essas qualidades em seus filhos e, por isso só reforçam as atitudes negativas, fixando, cada vez mais, os pontos negativos deles. Nesse momento, elogiar é ponto de honra para este trabalho.
Aqui é preciso ressaltar para os pais , que os filhos, por pior que sejam, serão sempre os seus filhos. Por isso é muito importante dizer-lhes que, para a escola, é um grande privilégio tê-los como alunos e para eles, de poderem estudar numa escola tão boa.
Importante: O convite para essa reunião deve ser feito por escrito, com antecedência e nele registrados todos os tópicos que serão tratados.
3- A reunião deve começar e terminar nos horários. Não devemos nos esquecer de que a pontualidade faz parte do sucesso do nosso trabalho. É irritante ter que esperar o início ou o encerramento da reunião, fora dos horários previstos.
4- Todos os membros da Equipe Escolar, que ajudaram a preparar a pauta de reunião, deverão expor as suas metas de forma bastante objetiva.
5- Contando a escola com recursos audiovisuais, eles deverão ser utilizados para melhorar, ainda mais, a qualidade dos trabalhos que serão apresentados aos pais.
6- Após a reunião é de fundamental importância uma conversa informal dos membros da Equipe Escolar com os pais que se dispuserem a permanecer no local da reunião. Esse “papo” irá fortalecer o bom relacionamento de todos.
Nota: A Equipe Escolar deverá aproveitar esse encontro para apresentar aos pais o regulamento que deverá ser cumprido e as penalidades possíveis para os que não estiverem dentro das regras estabelecidas.
Mostrar aos pais ou responsáveis que, deste trabalho em conjunto dependerá o desempenho dos filhos na escola e o sucesso na vida.
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
PLANEJAR É PRECISO...
...POR QUÊ?
O planejamento é a etapa mais importante do processo pedagógico. É ele que define os objetivos, as prioridades e as estratégias. É no planejamento que a Equipe Escolar deve depositar o seu conhecimento em favor de um ano produtivo.
Um dos fatores mais preocupantes que refletimos sobre a escola é a constatação de que, hoje ela está sem objetivos. A escola é um espaço para os alunos realizarem-se como cidadãos e se tornarem sujeitos do seu próprio conhecimento. Ela é um reflexo da sociedade em que está inserida.
Não se pode falar em ensino sem considerar o planejamento como etapa vital no seu desenvolvimento. Para a realização de alguma coisa bem feita ela deve ser planejada. O ensino não deve fugir a essa regra, principalmente porque deve servir de exemplo para aqueles que futuramente deverão planejar.
O início do ano (ou semestre) letivo é um momento de organização das atividades escolares. É, portanto, o momento em que se faz necessário planejar.
O começo de todo planejamento é uma avaliação do que se conseguiu no ano (semestre) anterior. Na verdade, você, professor está sempre replanejando, procurando chegar cada vez mais perto dos objetivos da Escola. Por isso, o plano de cada ano é flexível, necessita de adaptações e reformulações, não só no início do ano (semestre), mas a qualquer ponto do trajeto.
Este documento tem como objetivo oferecer sugestões para que o planejamento de sua escola seja realizado com toda riqueza que você pode e deve dele extrair. Não se pretende aqui, explorar o assunto teoricamente, mas contribuir para que o planejamento ocorra de forma cuidadosa e seja criteriosamente elaborado.
Inicialmente, vale a pena lembrar que o planejamento não é um ato neutro e deve, portanto, refletir a importância do papel social da Escola. Ou seja, o objetivo da Escola deve ser: tornar o aluno capaz de exercer plenamente a sua cidadania e prepará-lo: intelectual, científica e profissionalmente para compreender a realidade social, econômica, política e cultural, ao mesmo tempo em que o prepara para uma participação efetiva no processo de mudança dessa mesma realidade.
O Planejamento representa apenas e tão somente o momento inicial da organização dos trabalhos escolares. É importante que ele se constitua num instrumento útil para o trabalho do ano todo.
Planejar é organizar, passo a passo, as atividades que ocorrerão ao longo do ano (semestre) letivo.
O Planejamento é também um ato coletivo: todos os educadores da Escola devem estar juntos, pensando o que desejam atingir com os alunos e quais metas pedagógicas oferecerão a eles.
Nesses termos, o Planejamento leva a Escola a voltar-se para si mesma e fazer uma reflexão coletiva sobre sua realidade concreta, isto é, seus alunos, seus pais, o quadro de funcionários, suas necessidades, etc.
Uma vez examinado o cotidiano, a Escola estará pronta para se repensar inserida no contexto mais amplo ao qual ela pertence.
Em milhares de escolas, educadores sonham com um futuro melhor para os seus alunos porque têm consciência de seu papel na construção de uma sociedade mais justa e perfeita. No entanto, na maioria delas falta uma ação conjunta. Falta um planejamento.
Lembre-se que avaliação e planejamento são duas faces de uma mesma moeda, ações que têm uma relação de integração viva e constante, e devem estar presentes em todas as atividades escolares.
do meu livro A ARTE DE ENSINAR E APRENDER
do meu livro A ARTE DE ENSINAR E APRENDER
sábado, 29 de setembro de 2012
A EXPOSIÇÃO COMO RECURSO AUDIOVISUAL
Outro excelente recurso audiovisual que podemos utilizar para atingir os nossos objetivos é a exposição.
Uma exposição, quando bem planejada, alcançará os objetivos propostos quando feita para transmitir, por si só, um conceito, uma idéia, uma mensagem.
O ponto de partida é o estudo das necessidades e interesses do público a que ela vai servir. Assim, quando o organizador se prepara para organizá-la, deve responder perguntas do tipo:
- Por que esta exposição está sendo feita?
- Quais objetivos ela deverá atingir?
- Que tipo de exposição seria o mais adequado?
Durante o planejamento, o organizador deve formular a idéia fundamental considerando o espaço disponível e a participação do público alvo para manter a atenção e o interesse. Um planejamento sistemático do que ficou estabelecido sobre espaço e material a ser utilizado, tornará racional o uso do tempo e dinheiro disponíveis.
Feito o plano de ação, procure todos os objetos e materiais necessários com auxílio dos alunos e companheiros.
Na montagem da exposição, leve em consideração, os centros de atração, o roteiro a ser seguido e os lembretes necessários.
Na seleção do material para a exposição planejada todo cuidado é pouco. Um elemento pode destruir o efeito do outro.
O layout, para ser agradável ao observador, deve ter continuidade, simplicidade e unidade.
A idéia a ser transmitida deve ser desenvolvida através da sequência em que os elementos serão apresentados. Esta continuidade pode ser estabelecida através:
- Do próprio texto,
- Da forma: podemos utilizar formas dinâmicas para os elementos principais; formas mais estáveis para os assuntos secundários e formas estáticas para os assuntos complementares.
- Do jogo de cores – destacando os elementos principais com cores vivas, os secundários com cores normais e os complementares com cores neutras.
A simplicidade na apresentação do texto e desenhos deve garantir a atenção do público alvo o tempo necessário para aprender.
Como a exposição deve ser feita em torno de uma idéia central, a seleção dos painéis que vão entrar na sua composição deve ser criteriosa para que não se perca a unidade e o público vá, progressivamente, à medida que se passa de um painel para outro, aprendendo informações e fatos que no seu conjunto conduzam à conclusão desejada.
Compete ao planejador da exposição determinar quais os elementos que vão atrair maior atenção e distribuí-los de maneira que o interesse se mantenha do principio ao fim porque é preciso que o público tome conhecimento de todos os aspectos.
Artifícios podem ser usados para se obter a participação do público, quer promovendo a identificação com o problema, ou solicitando a atuação pessoal.
Promove-se a identificação quando o público se considera parte integrante do grupo que possui o problema. Por exemplo:
- Com uma pergunta: Você sabe ou faz de conta que sabe?
- Com uma afirmação: Este é o caminho correto. Siga em frente.
- Com fotografias e ilustrações.
- Com movimentos: projeções de filme, apertando botões, movendo alavancas e outros.
Nota: materiais impressos sobre o assunto podem ser distribuídos ao lado destes pontos de atrações.
O layout da exposição deve ser muito bem planejado para que a seqüência da visita permita que a mensagem seja alcançada. Se a exposição for de caráter didático, uma boa colocação de painéis concorrerá para disciplinar o tráfego.
Devemos tomar muito cuidado ao acrescentar arte e decoração numa exposição porque elas podem “roubar” o interesse da mensagem.
Nota: Especial atenção deve ser dada às áreas em que haverá concentração de público e com os equipamentos que serão utilizados na segurança.
DO MEU LIVRO A ARTE DE ENSINAR E APRENDER - EDITORA MUNDOMIRIM
sábado, 22 de setembro de 2012
CARTA A VOCÊ, DIRETOR DE ESCOLA...
Esse pode ser o seu momento. Busque um novo paradigma para a sua escola. Não tenha medo. Sei que o efeito paradigma pode nos “cegar” para novas oportunidades. Tente. Pode ser que o seu novo paradigma torne-se em “o paradigma”. Tenha coragem, confie nas suas idéias e verá que o novo modelo para sua escola terá sucesso, apesar dos muitos problemas que enfrentará. Sempre haverá uma outra solução para os problemas. Sempre haverá uma outra porta para atravessar e chegar ao futuro.
Reúna seus colegas, alunos, pais e comunidade. Proponha-lhes essa mudança e peça-lhes apoio. Precisará aceitar os novos desafios e participar, junto com eles, das novas e grandes descobertas. Transforme a sua escola na escola da solidariedade e da formação humana para a preparação de um mundo melhor. Ela, por mais modesta que seja, poderá se transformar numa escola-exemplo.
Os seus professores poderão transformar-se em “os professores”.
Demonstre a seus alunos que eles são capazes e que podem ir ao encontro de seus sonhos. Aos pais e à comunidade, peça-lhes apoio: do mais simples ao mais complexo. Busque ajuda nos colegas aposentados.
Transforme a sua escola num lugar desejado por todos.
Seja companheiro, amigo e irmão. Ame o grato e o ingrato, o justo e o injusto, o amigo e o inimigo. Eles verão seu exemplo e se transformarão.
A sociedade brasileira demanda uma educação de qualidade que garanta as aprendizagens essenciais para a formação de cidadãos autônomos, críticos e participativos, capazes de atuar com competência, dignidade e responsabilidade na sociedade em que vivem e na qual esperam ver atendidas as suas necessidades individuais, sociais, políticas e econômicas.
A nova escola deve, portanto, assumir-se como um espaço de convivência e de debates dos referenciais éticos, não uma instância normativa, mas um local social privilegiado de construção dos significados éticos necessários e constitutivos de toda e qualquer ação de cidadania.
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
ANDRAGOGIA... A APRENDIZAGEM CENTRADA NA VIDA
Lembro-me muito bem de uma passagem que ocorreu na Escola Estadual “Castro Alves”, hoje “Padre José de Carvalho” - São Paulo, Capital, quando lecionava para alunos do curso noturno.
Era por volta do ano de 1970 e um dos nossos alunos era o Sr. Antonio. Isso mesmo, eu o chamava de Sr. Antonio porque era um Sr. com quase cinquenta anos de idade e eu tinha apenas vinte e sete. Ele trabalhava para a prefeitura da capital como gari e seu objetivo era alcançar o cargo de chefia. Para isso, necessitava ter o primeiro grau completo.
Como havia retomado os estudos com essa idade avançada, apresentava muitas dificuldades para acompanhar o desenvolvimento dos seus colegas mais jovens. Assim sendo, o seu aproveitamento, de uma maneira geral, deixava a desejar tendo em vista o objetivo traçado para a sua turma.
Como a sua prática nesse trabalho era de mais de vinte anos, o mais importante era adquirir os conhecimentos necessários das oito primeiras séries para que pudesse ser promovido a chefe dos garis.
Porém, alguns dos nossos colegas não abriam mão das exigências que faziam a todos os alunos, indistintamente. Assim, no final da oitava série três deles estavam propensos a reprová-lo, pois ele não havia conseguido a média necessária para a aprovação.
No conselho de classe final, durante a troca de idéias, procuramos mostrar aos companheiros o objetivo do Sr. Antonio que era o de cumprir as exigências legais (documentos) para a sua promoção, já que na prática ele desempenhava o papel de chefe da equipe e que não pretendia seguir estudando as séries do segundo grau (hoje ensino médio).
Convencidos disso, os companheiros deram mais uma oportunidade permitindo que o Sr. Antonio realizasse alguns trabalhos para o cumprimento das exigências da sua aprovação. Assim, ele pode ser promovido e recebeu a sua certificação.
Já imaginaram se os meus colegas não tivessem se sensibilizado e reprovassem o Sr. Antonio por falta de alguns conhecimentos que ele jamais iria usar na sua vida profissional?
Não podemos nos esquecer de que o adulto tem melhores condições de aprender desde que suas aspirações e expectativas sejam atendidas. Para tanto é preciso despertar-lhe motivação.
Assim sendo, podemos afirmar que Andragogia é a ciência que tem por finalidade facilitar a educação de adultos.
Etimologicamente a palavra Andragogia é formada do grego Andrós (homem) e Ágo (conduzir).
Difere, por aspectos metodológicos, da Pedagogia que consiste em orientar a educação de crianças e jovens.
Enquanto a Pedagogia ensina (instrui) as crianças a aprender, a Andragogia auxilia (ajuda, facilita) os adultos a aprender.
Através de procedimentos andragógicos mais se evidencia que o professor não ensina os adultos, mas ajuda-os a aprender.
Assim sendo, podemos afirmar que os adultos devem estar motivados para aprender baseados nas suas próprias experiências, necessidades e interesses.
Levando em consideração de que a educação de adultos é uma aprendizagem centrada na vida, podemos entender que a programação a ser desenvolvida não deve ser pré-determinada.
O docente com preparo andragógico apresenta mais condições de ajudar os adultos a diagnosticar as suas próprias necessidades de aprendizagem e, para saber criar condições que o motivem a aprender.
O planejamento do trabalho deve ser feito com eles, para certeza de que produzirão os resultados desejados.
Ao selecionar métodos e técnicas eficientes para o desenvolvimento do seu trabalho não pode se esquecer de fornecer os recursos (humanos e materiais) necessários...
(o capítulo completo pode ser visto no meu livro: A Arte de Ensinar e Aprender da Editora Mundomirim)
Assinar:
Postagens (Atom)